O diário de Will- Parte 70
Mesmo com a cabeça ocupada no trabalho e preoculpado com as ameaças de Vlade que nao paravam, Will nao esquecia por momento algum do bilhete entregue e da ausencia de respostas.
_ Será que me enganei? Nao pode ser, se fosse o kara teria me repreendido a muito tempo, _ será que nao se interessou por mim? _ será que nao sou interessante o suficiente?
Will se questionava sobre muitas possibilidades que pudessem ser a resposta para a falta de contato.
Passados alguns dias Will trabalhava normalmente quando seu telefone celular tocou, era um numero que ele desconhecia, mesmo assim tratou logo de atende-lo.
_ Oi, é o Will que ta falando?
_ É sim, quem fala?
_ Gladson, meu nome é Gladson, voce me deu seu numero no restaurante lembra?
Como poderia ter esquecido? Will sonhava com aquela ligação todos os dias e noites, fantasiava varias coisas para quando encontrasse novamente o rapaz, tinha sonhos eróticos, depravados, romanticos, luxuosos, tudo vinha em sua mente quando pensava no rapaz do restaurante que agora tem um nome, Gladson.
_ Sim, claro que lembro, achei que nao me ligaria.
_ Imagina, tive alguns contratempos que me impediram de ligar antes.
_ Tudo bem, o importante é que agora sei como voce se chama e que estou falando com voce.
_ Gostei da sua atitude de ter me dado seu numero, nao esperava, voce acredita que eu ja estava pra fazer exatamente o que voce fez?
_ Nao brinca?
_ Juro, eu tinha pensado em escrever meu numero e te entregar, só que voce foi mais rapido.
_ Nossa, fico feliz em ouvir isto, vejo entao que a recíproca é verdadeira.
_ E como é.
_ Quando nos veremos? Onde voce mora Gladson?
_ Moro em Taguatinga, na QNG, conhece?
_ Sim, conheço sim.
_ E voce onde mora Will?
_ Moro em Taguatinga tambem, só que na comercial norte, é perto do seu bairro nao é longe nao. Entao quando podemos nos ver?
_ Olha Will, vou á faculdade resolver alguns problemas mas nao assistirei aula, podemos nos ver depois pode ser?
_ Claro que sim, eu te ligo mais a tarde pra confirmar entao pode ser?
_ Claro, vou ficar esperando.
Will desligou o celular radiante, com as pernas tremendo muito, mas radiante, parecia ter visto o periquito azul, sua felicidade era indizível, misturada com uma certa excitação, desejo, agora ansiedade tambem, nunca desejou tanto que o expediente acabasse logo.
Quando chegou em casa por volta de umas 18: 45 ligou para Gladson.
_ Oi Gladson.
_ Oi Will.
_ Ta confirmado nosso encontro?
_ Pode ter certeza, logo estou aí, mas como nao sei onde mora ao certo, quando descer na Riachuello que voce disse que fica perto nao é? quando eu descer lá te ligo.
_ Ok, vou ficar esperando.
Will correu pra dar uma maquiada na bagunça de seu barraquinho, arrumou o mais rapido que pode, na medida do possível.
Por volta de umas 20:30 Gladson liga.
_ Vem me pegar aqui na esquina.
Will tremia tanto que mal conseguiu levantar do sofá, tremia de nervoso, ansioso misturado com excitação, e outra porção de sentimentos que ele nunca sentira antes, ficava se perguntando o por que daquilo, de sentir-se assim como nunca antes.
_ To indo.
Will o avistou de longe, seu sorriso era involuntario, nao o controlava.
_ Oi.
_ Oi.
_ Tive medo de que nao viesse.
_ Esperei o dia todo por isto Will.
Will derreteu-se todo. Chegaram no barraco, Will ofereceu algo para beber, o que Gladson recusou, os dois entao começaram a conversar sobre a forma como se conheceram, dos medos, das ansiedades, de tudo o que rolou até chegar naquele encontro. Quando de repente os dois silenciaram e ficaram um olhando o outro, Will tocou a coxa de Gladson e começou a fazer carinho, Gladson pegou na nuca de Will e puxou sua cabeça para si e começou a beija-lo, nao com carinho, delicado, mas de uma forma selvagem, Will ja estava com o pau quase pulando pra fora da calça de tanto tezao, era um beijo selvagem, excitante elevado a décima potencia, Gladson puxava o cabelo de Will, o puxava pra um lado e para outro, os dois beijavam-se com um fogo, uma magia, uma cumplicidade, uma reciprocidade e uma química nunca vista nem em filmes, novelas ou coisa do gênero, os dois se entregavam ao prazer absoluto.
_ Se isto nao é química Will, eu nao sei mais o que é.
Voltaram a se beijar veementemente, com selvageria, com paixao, com desejo. Will puxou Gladson pelo braço e o levou pra seu quarto, os dois deitaram na cama e continuavam a beijar-se, nao paravam por nada, tiraram as roupas e o beijo continuava. Ja pelados Will observou de relance o pau de Gladson que para sua altura, quase 2.oo mt era pequeno, parecia ser do tamanho do seu, mas tinha uma enorme cabeça, bem mais que o corpo do penis, parecia um cogumelo com uma aba enorme, Will o achou lindo e o abocanhou com um desejo e uma volúpia imensa, nunca sentira tanto desejo de chupar alguem, era algo que ele nao curtia fazer com namorados ou ficantes, mas com Gladson tudo isto caía por terra, chupou com muito desejo, parecia algo delicioso e raro que ele nao queria que acabasse nunca, Gladson urrava de prazer enquanto a lingua de Will acariciava de todas as formas possíveis e impossíveis o caralho de Gladson, Will chupava e vez em quando beijava Gladson que praticamente só recebeu tudo sem retribuir nada, Will nem pensou nisto, seu tezao era tao grande que nao teve tempo para pensar nisto, nao se importava que nao recebesse o mesmo tratamento, só queria dar prazer pro seu macho, seu homem, dar prazer de todas as formas, até mesmo sendo passivo, prática esta que a algum tempo ele nao fazia.
Gladson o colocou de quatro, Will pegou camisinha e a entregou Gladson, ele a colocou e nao demorou nada ja estava em cima de Will, como a cabeça era grande e estava de camisinha começou a machucar Will que pediu que se Gladson nao se importasse, retirasse a camisinha, Gladson disse que estava limpo e por ele tudo bem, Will tambem confirmou que estava limpo entao começaram novamente a penetração, ainda doía pelo tamanho da glande de Gladson, mas Will nao se importava, nao se fazia de santo nem de rogado, nunca tinha sentido tanto prazer sendo passivo, Gladson enrabava com muita volupia Will, era um entra e sai frenético, animal, Will delirava de prazer em ver o reflexo no espelho da cama o corpo daquele negro o penetrando, queria ficar alí pra sempre, perdido no prazer Will assustou-se com um baralho imenso, os dois assustaram-se e quando foram ver o que era, deram conta de que a conta havia quebrado, mas nao deram nem importancia, continuaram na troca de prazer até Gladson gozar fartamente, enchendo Will com sua porra, Will sentia os jatos e o pau de Gladson pulsarem dentro de sí, era muito prazer, gozou instantaneamente tambem, um gozo sem igual, animal, ardente e louco por mais. Ficaram deitados por muito tempo, Will no colo de Gladson, num carinho recíproco e inimaginável, algo totalmente novo e magico. Will desejara aquele homem para sempre.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
O começo do transtorno
O diário de Will- Parte 69
_ Will seu desgraçado, voce acha que vai ficar assim? Terminar comigo e ficar numa boa? Pois voce vai ver que está errado, voce vai me pagar bem caro pelo que fez comigo, por ter me feito ter saído da minha casa, alugar um barraco no nada e depois me abandonar, voce vai pagar tudinho, e ja to sabendo que voce me traiu com o seu ex, viu?
_ Vlade, do que voce ta fa...
_ Cala a boca seu porco safado, voce vai me pagar, vou transformar sua vida num verdadeiro inferno, voce nao vai ter paz, voce vai ver.
Este tipo de ligação durou o dia inteiro no expediente de Will, ele ja nem atendia mais as ligações de Vlade mas mesmo assim Vlade ligava, apenas para importunar, fazer pressao psicologica. Will achava que as coisas ja estavam se acertando mas nao, Vlade começou a mostrar esta psicopatia, uma psicopatia doentia que chegaria a extremos.
Depois de um dia todo de ameaças, Will estava na faculdade e o telefone começou a tocar, viu que era Vlade e resolveu atender para pedir para deixa-lo em paz e parar com as ameaças.
_ Vlade estou na faculdade, dá pra parar de me ligar?
_ Will- uma voz chorosa e armagurada com um toque de arrependimento do outro lado da linha começava seu discurso- queria te pedir desculpas por hoje, nao sei o que deu em mim, na verdade sei sim, é que to sentindo muito sua falta, volta pra mim por favor.
_ Ja conversamos sobre isto Vlade, nao vou voltar, se eu tivesse pensando em voltar, este pensamento foi embora quando começou a me ameaçar.
_ Nao Will, vou parar de ameaçar mas volta pra mim.
_Olha, tenho que voltar pra aula, depois falamos. Bj
_ Mas Will . . .
Will desligou o telefone sem terminar de ouvir.
_ Como pode este kara me ligar o dia inteiro me ameaçando e agora a noite me liga pedindo desculpas parecendo outra pessoa? Deve ser doido, só pode.
Muito perto estava de Will descobrir.
_ Will seu desgraçado, voce acha que vai ficar assim? Terminar comigo e ficar numa boa? Pois voce vai ver que está errado, voce vai me pagar bem caro pelo que fez comigo, por ter me feito ter saído da minha casa, alugar um barraco no nada e depois me abandonar, voce vai pagar tudinho, e ja to sabendo que voce me traiu com o seu ex, viu?
_ Vlade, do que voce ta fa...
_ Cala a boca seu porco safado, voce vai me pagar, vou transformar sua vida num verdadeiro inferno, voce nao vai ter paz, voce vai ver.
Este tipo de ligação durou o dia inteiro no expediente de Will, ele ja nem atendia mais as ligações de Vlade mas mesmo assim Vlade ligava, apenas para importunar, fazer pressao psicologica. Will achava que as coisas ja estavam se acertando mas nao, Vlade começou a mostrar esta psicopatia, uma psicopatia doentia que chegaria a extremos.
Depois de um dia todo de ameaças, Will estava na faculdade e o telefone começou a tocar, viu que era Vlade e resolveu atender para pedir para deixa-lo em paz e parar com as ameaças.
_ Vlade estou na faculdade, dá pra parar de me ligar?
_ Will- uma voz chorosa e armagurada com um toque de arrependimento do outro lado da linha começava seu discurso- queria te pedir desculpas por hoje, nao sei o que deu em mim, na verdade sei sim, é que to sentindo muito sua falta, volta pra mim por favor.
_ Ja conversamos sobre isto Vlade, nao vou voltar, se eu tivesse pensando em voltar, este pensamento foi embora quando começou a me ameaçar.
_ Nao Will, vou parar de ameaçar mas volta pra mim.
_Olha, tenho que voltar pra aula, depois falamos. Bj
_ Mas Will . . .
Will desligou o telefone sem terminar de ouvir.
_ Como pode este kara me ligar o dia inteiro me ameaçando e agora a noite me liga pedindo desculpas parecendo outra pessoa? Deve ser doido, só pode.
Muito perto estava de Will descobrir.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Finalmente o bilhete é entregue.
O diário de Will parte 68
Will como ja tinha decidido, levava todos os dias o bilhete com seu nome e telefone, todos os dias sem exceção sempre com a esperança de voltar para o trabalho sem ele.
Um dia quando nem dava tanta importancia em verificar se o rapaz estava no restaurante ou nao, mastigando a comida e olhando para os lados viu o moreno na fila do churrasco só esperando sua marmita ser embrulhada.
Will mesmo mastigando levantou e foi ao encontro do rapaz. Chegou e tocou em suas costas, quando o rapaz virou-se Will estendeu a mao e lhe entregou o papel. Will nao pode nem falar nada porque estava de boca cheia, apenas entregou e saiu, o rapaz somente olhou e guardou o papel.
Will voltou para a mesa tremendo da cabeça aos pés, nao preoculpado se o tinham visto, preoculpado com o proximo passo na investida, ficava agora na expectativa de receber uma ligação, uma sms ou qualquer outro contato.
Will como ja tinha decidido, levava todos os dias o bilhete com seu nome e telefone, todos os dias sem exceção sempre com a esperança de voltar para o trabalho sem ele.
Um dia quando nem dava tanta importancia em verificar se o rapaz estava no restaurante ou nao, mastigando a comida e olhando para os lados viu o moreno na fila do churrasco só esperando sua marmita ser embrulhada.
Will mesmo mastigando levantou e foi ao encontro do rapaz. Chegou e tocou em suas costas, quando o rapaz virou-se Will estendeu a mao e lhe entregou o papel. Will nao pode nem falar nada porque estava de boca cheia, apenas entregou e saiu, o rapaz somente olhou e guardou o papel.
Will voltou para a mesa tremendo da cabeça aos pés, nao preoculpado se o tinham visto, preoculpado com o proximo passo na investida, ficava agora na expectativa de receber uma ligação, uma sms ou qualquer outro contato.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Um novo encontro.
O diário de Will- Parte 67
Will agora toda vez que estava perto do seu horario de almoço ficava pensando em encontrar o rapaz moreno, daí entao resolveu ter uma idéia.
_ Vou anotar meu nome e numero de telefone pra ele, quando tiver a oportunidade passo disfarçadamente e entrego.
E assim fez Will, anotou em um pedaço de papel que lhe serviria de rascunho no trabalho o seu nome e telefone, somente, nenhum recado, nenhuma frase, nenhuma declaração, somente estes dois dados.
_ Bom, se ele realmente estiver interessado como demonstra pelo olhar, vai me ligar.
Chegou com os amigos de trabalho, serviram-se, acomodaram-se em seus lugares e Will ficou observando pra ver se iria ver o seu alvo.
Ele olhava, olhava e nada de ver o bendito rapaz, no vai e vem do almoço acabou esquecendo. Quando se deu conta do plano e olhou para a fila do churrasco o rapaz ja tinha pego sua marmita e ja estava indo embora, Will pensou, pensou e por fim desistiu de entregar o bendito bilhete outro dia.
Nao demorou o rapaz sair e todos na mesa levantaram e saíram, Will viu uma pontinha de esperança.
Ao entrarem no carro, um dos rapazes disse que precisava comprar cigarros, entao foram no carro a um mercado que ficava proximo dali, Will ia na frente no carona. Grande foi a surpresa quando viu que o rapaz caminhava na mesma direção na qual estavam se dirigindo.
_ Mas eu estou de carro e ele a pé !
Foram no mercado e ja estavam voltando, agora Will veria o rapaz nao de costas e sim de frente.
_ Vou estender o braço para o lado de fora fazendo com que ele possa ver e depois jogo meu bilhete.
Will procedeu assim, mas o bilhete nao foi visto, até hoje ele tem dúvidas se ao menos ele havia sido visto dentro do automóvel.
_ Que droga, contato adiado novamente, na proxima vai dar certo.
O certo é que Will agora todos os dias levava o bilhete, levava e ja nao via mais o rapaz, mas isto nao tirou sua fé e animo, continava levando na certeza de que na proxima nada o impediria.
Will agora toda vez que estava perto do seu horario de almoço ficava pensando em encontrar o rapaz moreno, daí entao resolveu ter uma idéia.
_ Vou anotar meu nome e numero de telefone pra ele, quando tiver a oportunidade passo disfarçadamente e entrego.
E assim fez Will, anotou em um pedaço de papel que lhe serviria de rascunho no trabalho o seu nome e telefone, somente, nenhum recado, nenhuma frase, nenhuma declaração, somente estes dois dados.
_ Bom, se ele realmente estiver interessado como demonstra pelo olhar, vai me ligar.
Chegou com os amigos de trabalho, serviram-se, acomodaram-se em seus lugares e Will ficou observando pra ver se iria ver o seu alvo.
Ele olhava, olhava e nada de ver o bendito rapaz, no vai e vem do almoço acabou esquecendo. Quando se deu conta do plano e olhou para a fila do churrasco o rapaz ja tinha pego sua marmita e ja estava indo embora, Will pensou, pensou e por fim desistiu de entregar o bendito bilhete outro dia.
Nao demorou o rapaz sair e todos na mesa levantaram e saíram, Will viu uma pontinha de esperança.
Ao entrarem no carro, um dos rapazes disse que precisava comprar cigarros, entao foram no carro a um mercado que ficava proximo dali, Will ia na frente no carona. Grande foi a surpresa quando viu que o rapaz caminhava na mesma direção na qual estavam se dirigindo.
_ Mas eu estou de carro e ele a pé !
Foram no mercado e ja estavam voltando, agora Will veria o rapaz nao de costas e sim de frente.
_ Vou estender o braço para o lado de fora fazendo com que ele possa ver e depois jogo meu bilhete.
Will procedeu assim, mas o bilhete nao foi visto, até hoje ele tem dúvidas se ao menos ele havia sido visto dentro do automóvel.
_ Que droga, contato adiado novamente, na proxima vai dar certo.
O certo é que Will agora todos os dias levava o bilhete, levava e ja nao via mais o rapaz, mas isto nao tirou sua fé e animo, continava levando na certeza de que na proxima nada o impediria.
Choro.
O diário de Will- Parte 66
Will continuou levando sua vida normalmente, o pesar que sentira antes foi apenas passageiro, estava bem de ter acabado tudo com Vlade, claro que ele nao poderia sentir-se de outra forma, afinal, nao terminaram com ele, nao foi ele que foi ignorado, abandonado, deixado de lado sozinho em lugar solitário, muito pelo contrário, ele é que foi o algoz o responsavel por quebrar o sonhos de um amante apaixonado, de ter jogado no vento os planos e certezas imaginadas para o casal, ele foi quem do nada quebrou um elo que vinha crescendo e tornando-se mais forte a cada dia, rompendo bruscamente, sem pensar no sentimento do cônjuge.
Vlade ligou diversas e diversas vezes aos prantos para Will.
_ Volta pra mim por favor Will, nao consigo ficar aqui sozinho, nao tenho ninguem. Nao tenho mais ninguem aqui comigo pra conversar, nao tenho amigos, nao tenho família, só tinha você e você me deixou. Me fez gostar de você pra depois me jogar nesta sarjeta, volta por favor.
_ Calma Vlade, vai passar, isto tudo vai passar, logo voce arruma outro kara.
_ Nao quero outro, quero voce, será que nao entende.
_ Te acalma kara, te acalma, respeita minha decisao de voltar pra igreja e ficar bem, faça o mesmo.
_ Você sabe tao bem quanto eu que voce nao vai pra igreja, nao acredito que voce tenha terminado pra ir pra igreja de jeito nenhum.
_ Mas é verdade rapaz. Vai descansar, depois conversamos.
E la ficava o pobre abandonado somente com suas lagrimas de companhia.
Will continuava sua rotina sem dar maior atençao para Vlade, achava que aquilo logo passaria.
Will continuou levando sua vida normalmente, o pesar que sentira antes foi apenas passageiro, estava bem de ter acabado tudo com Vlade, claro que ele nao poderia sentir-se de outra forma, afinal, nao terminaram com ele, nao foi ele que foi ignorado, abandonado, deixado de lado sozinho em lugar solitário, muito pelo contrário, ele é que foi o algoz o responsavel por quebrar o sonhos de um amante apaixonado, de ter jogado no vento os planos e certezas imaginadas para o casal, ele foi quem do nada quebrou um elo que vinha crescendo e tornando-se mais forte a cada dia, rompendo bruscamente, sem pensar no sentimento do cônjuge.
Vlade ligou diversas e diversas vezes aos prantos para Will.
_ Volta pra mim por favor Will, nao consigo ficar aqui sozinho, nao tenho ninguem. Nao tenho mais ninguem aqui comigo pra conversar, nao tenho amigos, nao tenho família, só tinha você e você me deixou. Me fez gostar de você pra depois me jogar nesta sarjeta, volta por favor.
_ Calma Vlade, vai passar, isto tudo vai passar, logo voce arruma outro kara.
_ Nao quero outro, quero voce, será que nao entende.
_ Te acalma kara, te acalma, respeita minha decisao de voltar pra igreja e ficar bem, faça o mesmo.
_ Você sabe tao bem quanto eu que voce nao vai pra igreja, nao acredito que voce tenha terminado pra ir pra igreja de jeito nenhum.
_ Mas é verdade rapaz. Vai descansar, depois conversamos.
E la ficava o pobre abandonado somente com suas lagrimas de companhia.
Will continuava sua rotina sem dar maior atençao para Vlade, achava que aquilo logo passaria.
domingo, 13 de março de 2011
O lamento de Vlade.
O diário de Will- Parte 65
Uma vóz copiosa e aos prantos do outro lado do telefone.
_ Will?
_ Oi Vlade.
_ Vem aqui em casa, to precisando de voce.
_ Ta bem, saindo da faculdade passo aí.
Chegando na casa de Vlade encontrou-o no meio das trevas da sala, encolhido no canto do sofá, tinha o rosto inchado e os olhos com a parte branca transformada em púrpura.
_ O que houve Vlade?
_ Volta pra mim Will, por favor, to sofrendo muito, desde que voce terminou comigo nao tenho ido trabalhar, nao consigo trabalhar.
_ Mas isto tem uma semana ! Voce ta este tempo todo sem trabalhar?
_ Sim, nao consigo ir trabalhar, nao paro de chorar em momento algum, nao consigo parar de chorar, se voce nao voltar pra mim, acho que vou dar cabo de minha vida.
_ Nao diga um negócio deste Vlade, voce ta doido?
Will futuramente desejaria que esta tivesse sido a atitude de Vlade.
_ Para com isto kara, voce tem que superar isto, logo voce encontra alguem.
_ Eu te disse no inicio do namoro que nao queria um relacionamento sério para nao me machucar e voce quis insistir em me namorar pra agora fazer isto. Por favor nao me deixe.
_ Logo passa, no inicio é assim mesmo, mas logo passa, voce vai superar. Tenho que ir embora, fica bem, para de chorar, levanta a cabeça e volta pro trabalho.
_ Vou tentar melhorar.
_ Vem cá me dá um abraço.
_ Vlade correu pro colo de Will e o abraçou apertando com toda a força, Will sentia pezar naquele abraço, sentia um certo lamento.
Uma vóz copiosa e aos prantos do outro lado do telefone.
_ Will?
_ Oi Vlade.
_ Vem aqui em casa, to precisando de voce.
_ Ta bem, saindo da faculdade passo aí.
Chegando na casa de Vlade encontrou-o no meio das trevas da sala, encolhido no canto do sofá, tinha o rosto inchado e os olhos com a parte branca transformada em púrpura.
_ O que houve Vlade?
_ Volta pra mim Will, por favor, to sofrendo muito, desde que voce terminou comigo nao tenho ido trabalhar, nao consigo trabalhar.
_ Mas isto tem uma semana ! Voce ta este tempo todo sem trabalhar?
_ Sim, nao consigo ir trabalhar, nao paro de chorar em momento algum, nao consigo parar de chorar, se voce nao voltar pra mim, acho que vou dar cabo de minha vida.
_ Nao diga um negócio deste Vlade, voce ta doido?
Will futuramente desejaria que esta tivesse sido a atitude de Vlade.
_ Para com isto kara, voce tem que superar isto, logo voce encontra alguem.
_ Eu te disse no inicio do namoro que nao queria um relacionamento sério para nao me machucar e voce quis insistir em me namorar pra agora fazer isto. Por favor nao me deixe.
_ Logo passa, no inicio é assim mesmo, mas logo passa, voce vai superar. Tenho que ir embora, fica bem, para de chorar, levanta a cabeça e volta pro trabalho.
_ Vou tentar melhorar.
_ Vem cá me dá um abraço.
_ Vlade correu pro colo de Will e o abraçou apertando com toda a força, Will sentia pezar naquele abraço, sentia um certo lamento.
O fim do namoro
O diário de Will- Parte 64
Will apesar de nao ter tido contato algum com o rapaz moreno e expor-lhe todo o seu coração estava decidido a por fim no seu namoro com Vlade, nao via mais sentido em continuar em um relacionamento no qual nao sentia mais amor ou qualquer sentimento que pudesse justificar estar ao lado de alguem.
_ Vlade vamos conversar.
_ Que foi Will?
_ Nao quero mais namorar, quero terminar.
_ Por que? O que houve? O que eu fiz? Estavamos bem, tudo certo, por que isto agora?
Vlade começou a chorar copiosamente.
_ Nao faz assim Vlade, nao chora kara, fica bem.
_ Fica bem? Eu te amo demais, voce termina comigo e quer que eu fique bem?
_ Mas tenta me entender Vlade.
_ Entender o que? por que voce ta terminando comigo?
_ Vou voltar pra igreja.
Will mentira neste momento e sentia remorso por colocar a igreja como desculpa.
_ Eu volto tambem pra minha igreja, nós continuamos indo juntos.
_ Mas Vlade, nao tem como irmos para a igreja e continuarmos no pecado, voce nao entende?
_ Nao Will, nao me deixe, nao me deixe, por favor, nao me deixe aqui sozinho, só tenho voce e mais ninguem.
_ Tente me entender Vlade, eu to querendo uma melhora, se fosse eu, eu gostaria de saber que voce estava querendo voltar pra igreja e eu o apoiaria.
_ Nao ! Quero você do meu lado, nao me deixe- Vlade voltava a derramar lagrimas que queimavam seu rosto negro- por favor !
_ Sinto muito, quero tentar melhorar.
_ Adeus Vlade.
_ Nao vá, por favor.
_ Se precisar de mim pra qualquer coisa me liga e venho correndo te ajudar.
_ Voce promete que vem?
_ Sim, eu prometo.
_ Entao ta Will. Vem cá, me dá um abraço.
Will foi até Vlade e lhe deu um abraço fraterno, Vlade molhava a camisa de Will nos ombros devido ao numero de lagrimas que eram derramadas.
_ No trajeto de volta para casa Will agradecia a Deus por tudo ter corrido bem, só que ele nao imaginava os acontecimentos que se seguiriam.
Will apesar de nao ter tido contato algum com o rapaz moreno e expor-lhe todo o seu coração estava decidido a por fim no seu namoro com Vlade, nao via mais sentido em continuar em um relacionamento no qual nao sentia mais amor ou qualquer sentimento que pudesse justificar estar ao lado de alguem.
_ Vlade vamos conversar.
_ Que foi Will?
_ Nao quero mais namorar, quero terminar.
_ Por que? O que houve? O que eu fiz? Estavamos bem, tudo certo, por que isto agora?
Vlade começou a chorar copiosamente.
_ Nao faz assim Vlade, nao chora kara, fica bem.
_ Fica bem? Eu te amo demais, voce termina comigo e quer que eu fique bem?
_ Mas tenta me entender Vlade.
_ Entender o que? por que voce ta terminando comigo?
_ Vou voltar pra igreja.
Will mentira neste momento e sentia remorso por colocar a igreja como desculpa.
_ Eu volto tambem pra minha igreja, nós continuamos indo juntos.
_ Mas Vlade, nao tem como irmos para a igreja e continuarmos no pecado, voce nao entende?
_ Nao Will, nao me deixe, nao me deixe, por favor, nao me deixe aqui sozinho, só tenho voce e mais ninguem.
_ Tente me entender Vlade, eu to querendo uma melhora, se fosse eu, eu gostaria de saber que voce estava querendo voltar pra igreja e eu o apoiaria.
_ Nao ! Quero você do meu lado, nao me deixe- Vlade voltava a derramar lagrimas que queimavam seu rosto negro- por favor !
_ Sinto muito, quero tentar melhorar.
_ Adeus Vlade.
_ Nao vá, por favor.
_ Se precisar de mim pra qualquer coisa me liga e venho correndo te ajudar.
_ Voce promete que vem?
_ Sim, eu prometo.
_ Entao ta Will. Vem cá, me dá um abraço.
Will foi até Vlade e lhe deu um abraço fraterno, Vlade molhava a camisa de Will nos ombros devido ao numero de lagrimas que eram derramadas.
_ No trajeto de volta para casa Will agradecia a Deus por tudo ter corrido bem, só que ele nao imaginava os acontecimentos que se seguiriam.
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