sexta-feira, 26 de março de 2010

Namoro e Igreja

O diário de Will- Parte 5


Will gostava muito de Mariane, fazia seus afazeres e passava o restante do dia na casa de suas primas.
Todos estudavam na mesma escola, porem em horários diferentes.
As vezes Will ia assistir tv até muito tarde da noite, seu Tio Etevaldo nunca se importou ou se preoculpou em deixar os dois sozinhos, bom para eles que mais namoravam que assistiam.
Certa noite os dois foram dormir na casa de uma tia que ficava do lado da casa de sua avó.
Will era virgem e sua prima jurava ser tambem. Will tinha suas duvidas por causa de boatos antigos entre Mariane e um rapaz galanteador. Mas fingia acreditar. Will tambem era muito tímido e quieto, nao se dava aos fogos da juventude, nao tinha malícia, Mariane foi que um vez pediu que ele a tocasse enquanto a beijava. Will achava falta de respeito e consideração, mas aceitou a ordem da namorada. Mas voltando a noite na casa da tia. Os dois aproveitaram que todos ja dormiam e resolveram que aquela era a hora dos dois fundirem-se em um só.
Will lembra-se dos seios de sua prima, pequenos, redondos, ele os amou assim que os viu, o corpo de sua prima branco, parecia um fatasma no meio da penumbra. Mariane estava menstruada, mas nao foi impencílio algum para os dois.
Will nao podia dizer que a tranza foi boa pois ele era inexperiente, alem disso doeu muito, ele tinha um penis com um certo excesso de pele o que lhe causava grande desconforto.
Mas finalmente !!! Will perdera a virgindade.
Depois disto os dois deixaram a igreja de lado, estavam fornicando e isto ia contra os princípios da igreja.
Era lamentavel, mas nao poderiam estar gozando dos prazeres da carne e louvando a Deus.

Em um novo lugar

O diário de Will-Parte 4

O garoto senti muito a partida de sua casa, sofreu lembrando do rosto de sua mãe chorando,
ele chorava copiosamente ao lembra-se dos irmaos tb, mas era o que ele havia escolhido e apesar do sofrimento nao havia arrependimento, até entao.
Finalmente ele chega no DF, a casa de sua avó é grande, porem muito humilde, no mesmo lote haviam mais três barracos nos quais moravam seus tios e suas esposas.
O que distraia o garoto eram suas primas, ajudavam a passar o tempo e a esquecer a saudade.
Se o garoto achou que tudo seria muito simples ele se enganou.
Na casa de seus avós ele fazia de tudo, lavava louças, limpava casa, lavava roupa e outras atividades de donas de casa, como seus avós ja estavam velhos coube ao garoto realizar as tarefas.
Ele nao se importava com os afazeres, era um "bicho do mato" e era muito submisso a todos, por conta desta submissao muitos dos seus tios o humilhavam e ele como era oprimido pelo pai, acatava, o que mais poderia se esperar de um garoto?
Sua vida era muito pacata, alem da amizade das primas nao podia contar com muita gente nao, era evangélico de uma igreja protestante muito rígida e nao se introsava com os "irmaos".
Talvez pelo contato com suas primas começou a se interessar por uma de suas primas, Mariane, branca como que feita de algodão, cabelos negros, dentes tortos, provavelmente descuidado do seu pai, ja que havia se separado quando ela e sua irma Maiara eram muito novas, mas mesmo assim nao tinha sua beleza abalada.
Começaram a namorar quando o garoto ja estava na adolescencia, treze anos ela quinze.

quarta-feira, 10 de março de 2010

A partida

O diário de Will- Parte 3

Cansado do tratamento sem afeto e cumplicidade do pai, o garoto espera por uma oportunidade de deixar para traz tudo aquilo.
A oportunidade chega.
Sua vó chega de surpresa no humilde barraco de madeira velha.
Era uma viagem longo do estado do Distrito federal até o Sudeste do estado do Pará.
O garoto de momento só sentia alegria de estar ao lado daquela que ja o havia criado por alguns anos, sem se dar conta da grande oportunidade que aparecera.
Perto do dia de regresso ao DF o garoto finalmente caiu na real, viu a oportunidade bater em sua porta.
Logo insistiu para ser levado embora daquela casa. Ele amava muito sua mae e irmaos, mas a vontade de se ver livre do pai falava mais alto. Ele insistiu até os avós concordarem e os pais consentirem.
O garoto pensou ter sido um alivio para o pai, sua mãe leva-lo embora.
Dia da partida. Era manhã, o garoto bem acordado e levando apenas uma pequena mochila caminha em direçao á porta, ele havia se despedido de seu irmao mais novo, e de sua irmã mais velha que chorava copiosamente, a mais nova estava na escola, nao despediu-se.
Mas a imagem mais marcante na memoria deste garoto foi quando ele caminhava na estrada de chão olhando para traz e vendo sua mãe debruçada na cerca de madeira chorando copiosamente, vendo o filho partir para longe de suas asas.

O pai.

O diário de Will- Parte 2

Outra coisa muito marcante na vida do garoto era a rejeição do pai.
Por que ele era sempre tratado com tanta indiferença pelo pai?
por que o tratamento era diferente dos outros tres irmaos?
Por que ele ouvia tantos insultos e recebia tamanha falta de amor?
O que o garoto fez para merecer aquilo tudo?
Qual havia sido seu pecado?
Ele é apenas um garoto !!
O garoto cresce ouvindo a frase: "Este muleque nao é meu filho !"
Esta falta de pai, este desamor e indiferença cria no coração do garoto uma
magoa gigante que o acompanhará pelo resto de sua vida.

O começo de tudo.

O diário de Will- Parte 1.

Vez ou outra me vem à cabeça aquela imagem, aquele garoto inocente sendo levado para o meio do mato, ele acha que será mais uma brincadeira, afinal, este espaço de mato um pouco denso fica ao lado de sua casa, hj em dia ele acha que aquela cena mudou completamente sua vida.
O rapaz que o conduzia levava consigo apenas um pedaço de pano.
O que aconteceu ao certo,o garoto, hoje em dia ja um homem nao lembra mais, a unica lembrança que ele tem é de estar de joelhos chupando o pau do jovem que o levou para o desconhecido.