sábado, 27 de novembro de 2010

O amigo Beto

O diário de Will- Parte 46

Os fatos que serão narrados a seguir aconteceram antes de Will conhecer Flavio, seu primeiro namorado.
No mesmo lugar de sempre onde Will fazia suas caminhadas e pegações (sim, a ciclovia era um lugar de pegação como todos ja imaginavam) ele tambem ia para ler nos bancos que ficavam nos arredores, ler e ficar de olho nos rapazes que passavam, por incrível que pareça, nunca conseguia nada nos dias que ia pra ler, realmente ficava apenas na leitura, o maximo que conseguiu foi conversar bastante com um kara que depois que Will disse que estava começando no mundo gay se limitou a ficar nas conversas, disse que nao queria influenciar em nada as decisoes sobre a sexualidade de Will, as vezes acontece de aparecer gente assim.
Uma noite quando Will tinha ido só dar uma volta mesmo pra ver se conhecia alguem e nao tinha visto absolutamente nada e ja estava voltando pra casa cruzou com um rapaz, este estava bem agazalhado, de maos nos bolsos e braços rentes ao corpo, encarou Will que retribuiu é claro. O rapaz continuou caminhando e parou em cima de uma pequenina ponte, ornamental apenas, e la esperou Will que foi ao seu encontro meio que desconfiado, achou estranha a postura do rapaz, mas tava afim de fazer alguma coisa naquela noite, é tanto que estava ali.
_ E aí kara tudo bem?
_ Tudo.
_ Fazendo o que por aqui?
_ Nada só caminhando, passando o tempo mesmo e você?
_ Tambem. Meu nome é Beto.
_ Will.
_ Ta afim de fazer alguma coisa Will ?
_ Vamos, mas onde?
_ Vamos perto daquelas arvores la naquele escurão.
_ Ta, só espero que voce nao seja nenhum ladrao.
Beto riu.
_ Nao sou nao, fica tranquilo.
Chegando la, Will foi tentar beijar Beto mas este nao deixou, Will nao quis insistir, os dois começaram a se chupar e logo logo Will estava com o rosto sendo esfregado na arvore e Beto gemendo de prazer, nao demorou muito e logo gozou.
Ao voltarem para a ciclovia foram conversando, Beto pediu o numero de Will e ofereceu carona até sua casa.
_ Você veio de carro pra cá?
_ Vim, deixei estacionado logo ali.
Entao ta.
_ Estou saindo de um relacionamento que nao tem me feito bem, vou querer te ligar para fazermos algo tudo bem?
_ Claro. Nossa quem me dera ter um namorado como este kara, ele parece ser muito legal e ainda é independente e bem sucedido, pensou Will.
Nao se falaram durante a semana porque Beto ja havia dito que era muito ocupado e fazia faculdade, Will tambem ja fazia sua faculdade, ficaram de se ver no fim de semana.
No proximo fim de semana logo no sabado de manha Will recebeu uma mensagem.
_ To viajando pra Sao Luis para a casa da minha avó, quando chegar iremos conversar. bj
Will nao ligou de volta, apenas uma mensagem tambem.
_ Ok, boa viagem, vou te esperar.
Realmente Will nao se envolvera com ninguem, nao porque estava esperando Beto, mas por falta de oportunidade mesmo.
Depois de uns vinte dias, Will recebe outra mensagem de Beto.
_ Kara nao vai dar para termos nada, voltei para o meu ex, mas foi muito bom te conhecer, vamos manter contato e a amizade.
Que droga, que droga, que droga, perdi um bom kara (pensou Will)
_ Tudo bem Beto, agradeço por ter tido decencia de me contar a verdade. Foi a resposta de Will.
E como Beto pedira, realmente mantiveram contato, Beto nas crises de seu namoro sempre ligava pra Will e os dois se encontravam, nao para transarem, mas para conversar, Will ouvia as mazelas que passava com o namorado, mas que nao conseguia larga-lo de jeito algum, Beto tambem ouvia sobre a procura de Will por um bom rapaz pra namorar. Nasce aí uma amizade que vai durar anos e anos, pura, verdadeira, cumplice e divertida.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Amizade que nasceu do acaso.

O diário de Will- Parte 45

Depois que Moysés sumiu sem deixar vestígios, Will ficou quieto novamente, aprendera muito com os karas com quem ja tinha se envolvido, aprendera coisas pra nao repetir o erro nunca mais, e assim ele fez, colocou em prática o que aprendeu e nos mesmos erros nunca mais caiu, caiu em novos mas nao nos antigos.
Will sentia muita tristeza com tudo o que ja tinha vivido no pouco tempo em que estava fora da igreja, sentia muita tristeza, muita solidão, muita angustia, muitas vezes dava sinais de depressao, tamanha a falta que ele estava sentindo de estar bem com Deus, com a igreja, com a vida espiritual e consigo mesmo, mas nao tinha forças para mais uma volta, para mais uma tentativa de reconciliação.
Saía pra fazer suas corridas como sempre mas nao encontrava ninguem, achava que iria ver Moysés e dar-lhe uma bronca mas este nunca mais foi correr, parece que tinha ido naquele dia só pra encontrar-se com Will.
E assim Will ficou, fazia suas corridas, nos fins de semana ficava em casa vendo filme com a irmã e o cunhado, saía sozinho para o cinema ou pra qualquer outro lugar, sem ser assediado, sem assediar, ficou assim por um longo período, queria ter amigos com quem contar. Claudio que até entao era seu unico amigo como trabalhava em um mercado de segunda a segunda nao tinha muito tempo para marcarem algo, dos outros relacionamentos nao sobrou amizade, dos amigos de igreja nao podia esperar uma amizade como de antes. Pensando em conseguir companhia lembrou-se do Beto, um dos seus amigos mais amados, um kara por quem ele daria qualquer coisa para ter do lado e ter alguns momentos de bate papo, pena Beto ser um homem tao ocupado, por falar nisto segue adiante a história de Beto e Will que ainda nao havia sido contada.

domingo, 21 de novembro de 2010

Paixao que virou ódio.

O diário de Will- Parte 44

Na quarta Will mandava milhares e milhares de mensagens pra Moysés, estava apaixonado e um apaixonado chato, possessivo e descontrolado, se nao recebia uma mensagem de volta ja ficava todo preoculpado e nao desistia até obter uma resposta, queria sempre ser o primeiro a ter resposta, estava agoniado, inquieto, estava de uma forma como nunca antes tinha sentido, queria estar ao lado de Moysés o tempo todo e se este nao podia ja ficava chateado, se nao o atendia ja achava que era traição e coisas do tipo, e olha que os dois nem haviam firmado namoro, mas para Will nem precisava, ja sentia-se parceiro de Moysés.
Moysés nao ia poder encontrar-se com Will na quarta, na quinta deu a mesma resposta, sexta Will mandou milhares de mensagens pelo celular sem receber nenhuma de volta, estava tao angustiado que só sentia vontade de chorar, era uma paixao louca, doentia. No sabado Moysés tambem nao deu as karas.
No domingo Will fazia um bico no escritório onde a irma trabalhava, mandou mensagens xingando Moysés de todo nome, dizendo que nao era pra ele ter feito isto com ele, que se nao quizesse mais que falasse e nao o deixasse no vácuo, e que como aquilo estava fazendo mal para ele nao iria mais querer encontrar Moysés.
Moysés finalmente respondeu.
_ Kara nao deu pra te responder porque estava sem créditos e nao tive como colocar, nao queria te ligar a cobrar, nao era isto que queria, nao queria parar de te ver, mas se voce quer assim...
_ Entao ta Moysés eu ainda quero, desculpa, desculpa, nos vemos hoje ainda? vamos conversar? SEND.
Will novamente nao teve respostas, começeçou a chorar sozinho no escritório, era um choro de tristeza misturado com ódio, chorou, chorou e no final disse para si mesmo: Nunca mais quero me apaixonar, este sentimento que sinto pelo Moysés vai ser convertido em ódio.
Ja em casa ainda ligou para Moysés mas este nao atendeu.
Pois bem senhor Moysés, sua pagina na minha vida acaba de ser virada.
Passaram muito tempo sem se falar, ainda se encontraram, Will pode ter sua vingança, mas isto fica para um capitulo mais a frente nesta historia.

Começo de uma semana.

O diário de Will- Parte 43

O domingo terminara depois de loucuras pela madrugada.
No dia seguinte trocaram varias mns pelo celular, com júrias de amor, paixao e de sacanagem tambem, marcaram de se verem a noite.Will contava os minutos. Moysés marcou por volta de 22:00, disse que ia sair tarde do trabalho. Trabalhava em uma churrascaria, pelo menos foi o que ele disse, Will até hoje nao acredita, Moysés nao dava numero de telefone de casa, trabalho, de lugar algum em que pudesse ser encontrado, Will como era desconfiado ficava sempre com a pulga atraz da orelha, mas estava apaixonado demais para ligar para isto, só queria curtir a companhia de Moysés.
Chegando a noite a cena se repete, Will esperando por Moysés até tarde, desta vez Moysés apareceu quando ja ia dar 00:00, Will estava puto mas queria ficar um pouco com o paquera.
Sairam e andaram pelas ruas perto da casa de Will, desceram até a Sandu, uma avenida movimentada em Taguatinga, chegando la Moysés puxou Will para traz de uma parada, só que tem um detalhe, se voce que esta lendo acha que era uma parada daquelas de concreto esta redondamente enganado, era uma parada de vidro, toda transparente, era tarde mas ainda passava onibus e transeuntes tambem.
Moysés jogou Will contra a vidraça e começou a beija-lo, a apalpa-lo e Will retribuindo tudo com o maior prazer, um pouco de medo de ser visto é claro, afinal estavam perto da casa dele, mas nao foi impecílio pra curtir o momento, Moyses abaixou a bermuda de Will e queria penetra-lo, Will ficou receioso, mas deixou que sua roupa fosse parcialmente tirada, quando Moysés estava perto de conseguir o que queria passou um onibus, Will pode ver que pessoas dentro do onibus olhavam incrédulas para o que os olhos estavam contemplando, tratou logo de vestir-se. Chamou Moysés para subirem de volta para casa e terminarem o que tinham começado depois. Nao terminaram, ficou para o proximo dia.
Na terça como de costume Moysés chegou tarde novamente, ja nem importava mais Will.
Ficaram namorando no corredor que dava acesso as casas do lote, estava um pouco escuro, mas via-se tudo muito claramente pela iluminação publica.
Perto de ir embora.
_ Will nao me deixe voltar para casa assim.
Moysés mostrou o membro ereto, completamente duro, latejando como uma seta para o lado de Will, Will nao sabia como Moysés conseguia manter uma ereção com um penis daqueles, era bem grosso na base e ia afinando quando perto da glande, apesar de Moysés ser branco o pau era praticamente negro, Will temeu naquela hora mas nao pôde negar o pedido de Moysés com aquela kara de rogado.
Nao sei se ja falei mas Will ja tinha mudado de casa, estava agora uma rua acima de onde morava antigamente, no lote haviam 04 barracos contando com o de Will, nao era muito movimentado o lote, mas se havia um risco de serem pegos este risco era no período noturno quando todos voltavam de seus trabalhos.
Will apenas empurrou o portao e ficou segurando-o com o pé, nao o fechou porque iria fazer um barulho muito grande, enquanto o segurava Moysés começou a penetra-lo, penetra-lo com todo o prazer, parecia adorar aquelas situações de risco, no portao havia um grande buraco que servia para a entrega de correspondencia e quem passava por fora poderia ver o que acontecia no corredor, Moysés penetrava com todo o cuidado para nao machucar Will que se masturbava para aguentar as socadas de Moysés e para curtir o momento tambem.
Moysés nao se conteve e gozou jogando seu leite quente pelo corredor todo e Will jogando o seu na parede, gozaram deliciosamente, satisfeito com a cena que ocorreu sem nenhuma pertubação.

Loucuras na madrugada.

O diário de Will- Parte 42

Will e Moysés se conheceram num sabado, o relato do capítulo anterior. Combinaram de se ver no proximo dia, Will disse que estaria em casa e que Moysés poderia passar la para conversarem.
Quando deu por volta de umas 10 hr Will escutou Moysés chama-lo no portao, foi abrir.
_ Nossa, achei que voce fosse sumir, achei que nao fosse aparecer.
_ Imagina, adorei te conhecer, adorei te beijar, enfim, nao poderia sumir, te quero de novo.
_ Minha irma ta la dentro, quer entrar e conhece-la?
_ Ha nao, deixa para uma proxima vez, vamos ficar aqui mesmo e conversar um pouco.
_ Ta bem.
Conversaram nao muita coisa.
_ Tenho que ir em casa Will, moro com minha tia, tenho que almoçar, mas nos vemos mais a noite, pode ser?
_ Claro, mas que horas?
_ Vou á igreja, pode ser quando eu voltar.
_ Ta bem, vou ficar esperando.
Will esperou até 21:30 esperou até 22:00 e ainda 23:00, ligou diversas vezes mas o celular dava desligado. Will odiava esperar, se havia algo que o enlouquecia era ter que ficar esperando por algo, pelo onibus, por alguem, pela vez no dentista, enfim, odiava ficar esperando, ainda mais esperando alguem com quem tentava falar e nao conseguia.
Por volta de umas 23:20 Moysés ligou, disse que estava chegando perto da casa de Will e queria saber se este ainda queria ve-lo.
_ Ta bem, passa aqui, vou estar te esperando.
Cinco minutos depois.
_ Kara o que foi que aconteceu? Por que chegou tao tarde?
_ Depois do culto saí pra conversar com o pessoal da igreja, desculpa.
Will estava puto da vida, mas fingiu acreditar, nao queria ser desagradável logo no segundo dia em que se encontravam.
_ Vamos dar uma volta perto da ciclovia?
_ Moysés, está tarde.
_ Mas la teremos privacidade para ficarmos a vontade.
_ Ta bem.
Will tinha medo, mas sentia confiança em Moysés, o rapaz tambem parecia um armario.
Foram andar na ciclovia e na primeira sombra se agarraram com um fogo que parecia consumir até as pedras que os rodeavam.
_ Conheço um lugar, vem.
Moysés levou Will até um lugar ermo sem luz rodeado por arvores, ali começaram a se despir.
Moysés tinha o maior membro que ja tinha visto, Will ja conhecia a fama dos mineiros, agora tinha certeza, mineiros sempre tem o pau grande, pra quem gosta é um deleite ficar com um mineiro. Nao era o caso de Will, mas o tesão, a adrenalina de estarem em um lugar isólito mas com chances de serem visto atiçaram seus desejos.
Moysés baixou as calças de Will numa brutalidade jamais imaginada, lembrava um pouco aquelas cenas em que Heath Ledger e Jake Gyllenhaal protagonizaram no filme O segredo de Brokeback Moutain, dois cowboys naquela brutalidade toda se pegando, tudo estava muito bom, Will estava adorando aquela loucura toda, nem de longe lembrava o rapaz recatado de outrora.

sábado, 20 de novembro de 2010

O inesperado

O diário de Will- Parte 41

Depois que Will terminou com Claudio, ficou só, é claro que nao voltou para a igreja como havia dito, nao tinha forças para esta ação, para esta reação.
Ficou só e curtiu sua solidão. Por incrível que pareça nao aparecia ninguem para tira-lo da solidao, ele tambem nao estava procurando, queria dar um tempo, curtir ele próprio, mas Will ficou só tempo demais, começou a sentir falta de alguem, começou a sentir-se só, começou a ficar desesperado para ter alguem. Entao, um dia correndo no mesmo lugar em que encontrara Flavio, passou por um rapaz alto, um pouco cheinho, mas nao gordo, rosto bonito e olhar atraente, daqueles que te deixam com a imprensao de estar pelado.
Will correu até o limite que sempre corria e entao voltou, torcendo para encontrar o rapaz charmoso.
Ele estava esperando por Will debaixo de uma arvore perto da ciclovia.
Will foi ao seu encontro e quando chegou até o rapaz, este agarrou a cabeça de Will e começou a beija-lo loucamente, Will retribuiu ao beijo, afinal estava esperando por aquilo a muito tempo e ainda estava tendo a sorte de ser com um rapaz lindo, beijaram-se perto de onde passavam todas as pessoas, era uma loucura enorme, mas esta foi só a primeira loucura que Will iria experimetar ao lado do rapaz.
_ Kara você é louco? Me beijando aqui onde todos podem nos ver !
_ Com esta boca linda e gostosa que voce tem queria o que?
_ Obrigado, voce tambem beija muito bem, meu nome é Will e o seu?
_ Moysés.
Ha Moysés, se Will soubesse os sentimentos que iria sentir se envolvendo com Moysés!
_ Vamos para um lugar mais calmo? Calmo onde? nao podemos ir pra casa, moro com minha irma.
_ Conheço um lugar mais a frente, vamos caminhando e conversando.
Continuaram caminhando e conversando até chegarem em lugar meio ermo, um pouco distante da ciclovia, adentraram no escuro e começaram a se agarrar colados em uma arvore.
A pegação pegava fogo, beijavam loucamente, estavam mais grudados que queijo trança. De repente viram um vulto se aproximar, imaginaram ser alguem querendo participar da pegação, nao concordavam, resolveram entao sair e andar um pouco antes do vulto chegar mais perto.
Andaram pelas ruas da cidade até chegarem em um banquinho de praça. La começaram a conversar sobre a vida um do outro.
Moysés era mais um evangélico afastado, era mineiro, vinha de Minas acompanhando um ex namorado que depois que chegou aqui se separou dele. Conversaram sobre muitas coisas, Will se identificou muito com Moysés e parecia estar no céu, sentia-se nas nuvens, nunca tinha se sentido assim, Will nao sabia mas ja estava apaixonado por Moysés.

Tão rápido.

O diário de Will- Parte 40

Apesar de Claudio e Will se darem bem, Will nao estava satisfeito com a situação, nao estava gostando de ser passivo, nao se sentia bem, outro fator que estava atrapalhando de se sentir mais a vontade com Claudio era o fato de Claudio ser muito frio, nao demostrava sentimento algum, Will gostava de dizer que gostava, gostava de chamar o namorado com palavras carinhosas, gostava de extravasar seus sentimentos e Claudio era o oposto disso, nunca falava uma palavra de carinho, Will nao se sentia amado, querido, achava q Claudio nao gostava o suficiente dele. Apesar de gostar muito de Claudio chegou a uma conclusao.
_ Claudio precisamos conversar.
_ Que foi Will?
_ Nao quero mais te namorar.
_ Ta bem.
_ Só isto? Nao vai falar nada?
_ Nao, você quer assim, pra mim tudo bem.
Will estava chorando e estava perplexo com a reação de Claudio, tinha a certeza agora entao do que antes era uma desconfiança.
_ Vou tentar voltar para a igreja, voltar a ser o que era. (Will continuava a mentir, nao achou outra desculpa para terminar o namoro).
_ Tudo bem entao, boa sorte. Mas espero que continuemos sendo amigos.
_ Sim, seremos sim, nao tenha dúvida.
Os dois se beijaram pela ultima vez, Will o levou até o portao e despediram-se.
A amizade continua até hoje.

O acordo.

O diário de Will- Parte 39

Will estava indo muito bem no namoro com Claudio, apesar do pouco tempo, estavam se dando muito bem.
Will até chegou a leva-lo em casa para apresentar para sua irma e o cunhado.
Os dois o receberam muito bem, parecia tudo normal para os dois, parecia que os dois ja haviam participado daquela situação diversas vezes, tamanha a naturalidade com que encararam a situação.
Claudio era um evangélico afastado, assim como Will, isso facilitava as coisas, os dois se entendiam com maior facilidade.
Com o narrar da cena do dia em que os dois se conheceram pode parecer que Will era um passivo insaciável, mas nem tudo o que parece é,nao era assim nao.
Com Flavio é bem verdade que apesar de nunca ter falado para ninguem, Will foi passivo, talvez por ser o primeiro namoro, por nao ter experiencia no mundo homossexual, mas com Claudio ele nao queria que fosse assim.
Em dia chegaram a conversar, Will foi logo avisando que nao seria só passivo nao, que se assim fosse o namoro nao iria para frente.
_ Poxa Will, eu nao curto muito esta de ser passivo tambem nao, mas vamos tentar sim.
Parecia comédia os dois estarem conversando sobre algo do tipo.
Depois desta conversa, nao muito depois tiveram uma transa.
Claudio pediu para ser penetrado primeiro e depois ele faria sua parte.
Will quando ficava com Mauro tentou penetra-lo diversas vezes sem conseguir exito, Mauro nao aguentava e logo começava a sangrar entao nao podia dizer que ja havia penetrado alguem.
Com Flavio foi apenas passivo e isto criou um certo trauma dentro de Will, ele nao falava nada a respeito, guardava para si.
Claudio gemeu muito até Will conseguir penetra-lo por completo, dizia estar doendo muito, Will tinha a cabeça do pau grande, entre os karas com quem ja tinha ficado a dele tinha a maior cabeça.
Will logo gozou, nunca tinha sentido tanto prazer, nao aguentou muito, pensou ter ejaculação precoce pela rapidez como aconteceu.
Quando Claudio começou a penetra-lo ficou encolhido, quieto, parecia estar alheio ao que se passava bem ali em cima de si.
_ Kara se mexe aí, voce ta muito quieto.
_ É porque ta doendo, é por isto.
Will mentia.
Claudio tambem logo gozou, nao demorou muito.
Will agradeceu aos céus por ter acabado o tormento.
Os dois nao transavam muito, o tempo tambem que passaram juntos foi muito curto para muitas transas.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Irmã amiga

O diário de Will- Parte 38


A irma de Will estava acostumada com os sumiços do irmao, mas nao foi sempre assim.
Era Acostumada com o irmao tranquilo, que nunca aprontava nada, que nao era de levar amigos em casa, que nao conversava muito sobre vida pessoal, mas as coisas vinham mudando, saía sempre a noite e nao dizia para onde ía, no maximo dava uma satisfação qualquer.
Will ja nao queria mais esconder os motivos das saídas da irmã que sempre se mostrou compreensiva e amiga. Ele pensou, pensou e concluiu que nao dava mais para esconder a verdade da irmã.
_ D (ele costumava chamá-la só pela primeira letra).
_ D senta aqui, preciso te falar uma coisa.
_ Fala aí Will, estou te ouvindo.
_ Voce ja deve ter visto que ando sumido, saindo a noite, dormindo fora e nao falo pra voce nada a respeito.
_ Sim, mas isto é com você, é sua vida, nao precisa me dar satisfação de nada nao.
_ Mas eu quero falar pra você. E se eu dissesse pra você que ando ficando com homens?
_ Olha Will, ja imaginava, ja tinha percebido que era isto.
_ Sério?
_ Sim, ja tinha imaginado, na verdade ja sabia.
_ Como?
_ Ja tinha notado sua relação com o Mauro, nao achava normal, mas nunca falei nada.
_ Nossa, quem diria, e o que você acha?
_ Olha fi, só nao ficaria feliz se voce mexesse com droga ou com algo ilícito, mas se voce se sente bem ficando com homens, nao me importo, só quero que voce seja feliz.
_ Poxa valeu mana, nao esperava que voce fosse agir assim tao naturalmente.
_ Queria que eu fizesse o que? rsrsrs.
_ Te amo e só quero te ver feliz.
_ Brigado mana, tambem te amo.
O diálogo foi assim, simples, curto e direto. A irmã de Will aceitou numa boa, ou pelo menos foi isto que Will achou.

Dé Jà Vu

O diário de Will- Parte 37

_Era isto que você queria Will ? Me tirar da minha casa, me deixar num cubículo apertado, sem caber meus móveis, longe de tudo e de todos e ainda por cima me deixar só? Me responde, era isto que você queria?
_ Para com isto kara, ja te fal...
_ Para com isto? deixei de morar com meu amigo por sua causa, morava num lugar legal, num apartamento num bom lugar, tinha meu sossego, daí você entra na minha vida, faz eu me separar do meu amigo e depois que eu to disposto a tudo por você tu me larga ! Comeu, abusou e agora quer largar?! Pois saiba que nao vai ser assim nao senhor Will, nao vai ser assim mesmo. Você vai pagar bem caro por isto.
_ Você ta louco kara, nunca falei pra voce morar sozinho, nunca disse que ia morar com voce, muito pelo contrario, sempre disse pra vc ter paciencia com seu amigo, que as coisas iriam se resolver, nao venha me jogar culpa das suas atitudes impensadas nao.
_ Pois só tem um jeito da gente resolver isto. Ou voce volta a me namorar ou eu te mato, te mato e tiro minha vida depois.
_ Você ta louco kara? Para de falar estas coisas. Você quer que eu volte pra você só por obrigação? só porque voce quer, mesmo sabendo que nao te quero mais ?
_ É sim, e ai de você se nao aceitar, vai pagar caro como ja falei.
_ Kara você ta me assustando, mas isto nao vai me fazer voltar pra voce nao.
_ Ha é, você que escolheu isto, depois nao fique achando que nao te dei opções.
_ Kara onde foi que voce conseguiu esta arma? Em meses de namoro nunca disseste nada sobre o porte de arma, vira isto pra la, vira logo!
_ Virar pra la? eu aponto é pra sua cara seu cachorro filho de uma puta.
_ Se nao me quer mais e quer ficar com outro, ta muito enganado, se voce nao for meu nao vai ser de mais ninguem.
_ Nao kara por favor, esquece isto, nao vale apena, ta cheio de homem por aí.
_ Nao chora nao cachorro, agora nao adianta chorar e nem suplicar, pode chorar o quanto quiser, ja tomei minha decisao, este é o dim de nós dois.
_ Nao kara! Nao !
Duas poças de sangue se juntam e formam um canal que sai escorrendo por toda a casa, de um lado o corpo de Will pálido e ainda com lágrimas quentes escorrendo pela face sem vida, mais abaixo perto de seus pés o corpo daquele que lhe tirara a vida por apenas um capricho, as paredes ensanguentadas mostravam o quanto aterrador tinha sido o fim de Will.

_ Nãããããooo!!!

Will acorda no meio da madrugada com a testa ensopada de suor, vai até a cozinha pega um copo com agua, bebe o seu conteúdo agracendo por aquilo tudo ter sido apenas um sonho.
Nao conhecia o assassino do sonho, mas sabia que nao se tratava de Claudio, foi dormir com uma sensação estranha e pedindo a Deus que aquilo nunca viesse acontecer com ele.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Conhecendo um novo kara.

O diário de Will- Parte 36

Will nao gostava de putaria, de pegação, de safadeza, por isto sempre quis alguem pra chamar de seu, por isto tratou logo de ir atraz de alguem. Voltou a correr no mesmo lugar em que encontrou Flavio na esperança de encontrar alguem que realmente valesse apena, mas nao foi assim que conheceu o kara do seu proximo relacionamento. Will foi um, dois, tres dias e nada de encontrar alguem, desistiu por um tempo.
Um dia quando voltava do trabalho de onibus, um onibus que passava pela Qng, viu um rapaz negro entrando, os dois se olharam e Will achou o olhar do rapaz muito atraente e sexy.
Como ja foi dito, era um rapaz negro, devia ter 1,75 mt, nao tinha o corpo bonito, na verdade tinha uma barriguinha bem avantajada e ainda por cima era careca, mas Will nao olhava só para rapazes belos, se fosse assim, nunca teria conseguido ninguem, mas o olhar do rapaz mexeu muito com ele, nunca imaginara ser atraído só por um olhar.
Para sua falta de sorte o rapaz sentou algumas cadeiras na frente. Will estava em pé. O rapaz vez ou outra se virava para olhar para Will. Em certo momento, um senhor que estava ocupando um banco no fundo desceu, o rapaz entao tratou logo de ocupa-lo, o coração de Will acelerou, pois o lugar onde sentara ficava bem do lado onde Will estava em pé, Will nao polpava olhares pro rapaz, o encarava cada vez mais, mas o rapaz parecia estar disconcertado.
A parada em que Will ia descer chegou, ele puxou a cordinha pedindo parada olhando para o rapaz que o encarava neste momento.
O onibus parou, muitos desceram, o buzu tomou o seu caminho, mas com um detalhe: Will ainda estava la dentro, nao desceu como achou que faria.
O lugar do lado do rapaz desoculpou, ele afastou dando lugar para alguem sentar, Will percebeu que com o olhar o convidava. Will sentou, pegou o celular e tremendo começou a digitar algumas palavras.
_ Posso falar com vc? Te achei interessante mas queria saber se podemos conversar.
O rapaz apenas balançou a cabeça dizendo que sim.
_ Meu nome é Will.
_ Claudio.
Os dois apertaram as maos.
_ Gostei muito de você, para onde está indo?
_ Estou indo para a faculdade. Respondeu Claudio.
_ E você está indo pra onde?
_Pra casa, só que minha parada ja passou, fica do outro lado da cidade, só que nao queria perder a oportunidade de falar com você, nunca fiz algo assim, nao sei como consegui.
_ Nossa, e ninguem nunca foi tao longe assim por mim. Anota meu numero que quando eu sair da faculdade talvez ainda nos falemos ou quem sabe ainda nos vemos.
Will anotou o numero e desceu contente pela investida que dera certo, nem se importou em voltar pra casa a pé, chegou em casa e tratou logo de arrumar as bagunças para esperar Claudio, sua irma chegaria tarde mesmo, teria tempo de ficar a sós com Claudio.
Claudio finalmente ligou. Era uma segunda feira chuvosa, mas nem isso impediu que Will fosse esperar por Claudio na parada.
Ao chegarem em casa, cada um sentou em um sofá diferente, Claudio quase nao abria a boca pra nada, Will é quem o interrogava sobre tudo.
Will esperava por uma atitude que Claudio nao estava tendo, o jeito era sair ao ataque.
Tascou um beijo em Claudio que retribuiu sem se fazer de rogado. Beijaram-se tanto que o labio dos dois ardia como se tivessem passado pimenta, Claudio tinha os labios grossos e macios, deliciosos.
Claudio foi baixando a cabeça de Will para o peito e depois mais para baixo até sua genital que ja mostrava o volume sob a calça, Will nao se fez de rogado, desabotoou a calça, baixou o ziper e tirou o pau de Claudio para fora. Claudio tinha um membro feio, era estranho, meio torto e o prepúcio parecia dar um maior volume para um lado que para outro, alem disso o líquedo seminífero jorrava feito uma fonte, saía em grande abundancia, parecia até espumar. Will nunca tinha visto nada igual, pensou nao ser normal, depois descobriu que nao tinha nada de errado nisto, alguns homens liberam mais líquedo seminífero que outros.
Will aprendera rapido a levar a vida de um homossexual, nem achou estranho conhecer um kara e no mesmo dia ja o conhecer intimamente. Nao transaram neste dia, apenas ficaram no boca na boca, boca naquilo, aquilo na boca e por aí vai.

sábado, 13 de novembro de 2010

Preenchendo uma lacuna.

O diário de Will- Parte 35

Nos momentos em que Will ja estava se cansando de Flavio, conheceu um rapaz, eis adiante o relato dos fatos.
Uma noite em que Will esperava o onibus para ir para a casa de Flavio viu um rapaz passar que lhe chamou muito a atenção. Era baixo, mas baixo que Will que tinha 1,72 mt, mas tinha um corpo maravilhoso, todo sarado e sem vestígios de gordura, tinha peito, barriga, pernas, tudo definido e apetitoso.Will o encarou e este voltou do percurso que seguia, quem lembra do relato de paquera entre homosexuais ja sabe como funciona.
Reginaldo, este era o nome do rapaz sarado.
_ E aí garoto, tudo bem? Vai pra onde?
_ To indo para a casa de um primo na Qng. (Will acabara de dizer a primeira mentira).
_ Sério? Moro lá tambem, vamos juntos entao.
_ Ta beleza entao. Ho meu Deus tomara que fique longe da casa de Flavio, pensou Will.
Conversa vai, conversa vem até a frase que segue.
_ Vamos passar na minha casa antes de ir pra casa de seu primo?
_ Vamos sim, por que nao?
Desceram e foram direto para a casa de Reginaldo, ou melhor, para o cubo de Reginaldo. Qng é um bairro de Taguatinga onde tem muitos lotes cheios de cubículos e onde se concentra grande número de gays.O cubículo de Reginaldo era menor do que o de Flavio, Will achara nao ser possível, mas era.
Chegaram la e Will ficou louco pra ver o que ia rolar. Reginaldo tirou logo toda a roupa e ficou só de sunga, uma sunga vermelha, um pecado de homem bem na frente de Will e ele doido pra avançar naquele corpo.
Sentaram-se em um sófá pequeno e Reginaldo começou a fazer carinho em Will, passaram mais de meia hora e continuava naquilo, quando aconteceu o beijo Will percebeu que nem tudo o que reluz é ouro. Reginaldo beijava muito ruim, parecia ser inexperiente, era uma lerdeza, uma moleza, parecia que a pilha estava acabando, e quando Will sentiu o volume da sunga? Parece ser verdade quando falam que os fortões tem o membro pequeno, nao que Will quisesse que Reginaldo fosse super dotado, mas um kara com pau muito pequeno é brochante.
Will ainda ficou enrolado com Reginaldo algum tempo, paralelo ao namoro com Flavio, mas viu que dali nao iria florescer nada, nao por falta de pedido de Reginaldo, mas porque Will realmente nao via possibilidades.
Posteriormente ficou sabendo por Beto que Reginaldo era garoto de progama, nao teve certeza, mas ficou muito assustado com a notícia, ficou com medo de ter pego alguma doença mexendo com alguem daquele tipo, mas nao havia pego nada.
Will ainda teve contato com Reginaldo como amigo algumas vezes, ficou sabendo que tinha se casado com um ex e depois de uma semana se separou novamente, disse nao estar pronto para um relacionamento de responsabilidades, pena para ele pois o namorado poderia ajuda-lo bastante ja que este tinha muitas posses em contraste com Reginaldo que nao tinha absolutamente nada.
Você leitor deve estar pensando que Will entao havia traído Flavio. Sim, nao só com Reginaldo mas com um outro rapaz que nao aconteceu nada demais e que nao vale apena fazer um relato, basta ao leitor saber que Will nao foi trouxa por completo, aprontou um pouquinho com Flavio tambem, acho que você que esta lendo estas paginas deveria saber e este é um conselho que Will sempre passa para outros: "Nao seja um santo em um relacionamento gay". Por mais que voce se esforce e seja fiel o seu parceiro pode nao ser, daí quando descobrires os podres dele voce nao fica no prejuízo, fica elas por elas, quem quiser dê ouvidos, se nao, boa sorte na sua ilusão.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O namoro termina

O diário de Will- Parte 34

Will como ja foi dito estava cansado dos sumiços e ausencias de Flavio.
A lição do bar em cristalina nao serviu de lição para nenhum dos dois. Em um fim de semana Flavio leva Will para um bar GLS perto da casa de Will. Ja devem até imaginar a cena: Um kara que odeia bar, que nao é assumido, dentro de um bar cheio de bichinhas !
Will estava desconfortavel de uma forma como nunca estivera.
Nao chamou Flavio para ir logo embora para nao criar encrenca, mas la estava Will, sentado, encolhido querendo ser tragado pelo piso, pela cadeira, mesa, seja la por qualquer objeto ou maneira, e com a kara de bunda que Flavio odiava, sem falar no silencio, Will ficava tao mal que a unica coisa que fazia era a cara de amuado, cara de quem comeu e nao gostou, Flavio nao suportou muito tempo aquela situação, tomou duas servejas e saíram.
Certa tarde de domingo Will ligou insistentemente para Flavio e este nao atendeu.Quando este deu sinal de vida, Will marcou um lugar para se encontrarem.
_ Will to descendo pra sua casa.
_ E eu estou subindo a comercial, na verdade estou até te vendo.
Pararam em frente ao Top Mall e sentaram na escada da entrada, tiveram a liberdade porque o shopping estava fechado.
Logo que se encontraram Will percebeu algo que lhe inquietou até a alma.
_ Por que voce nao me atendeu e demorou este tempo todo pra me dar um retorno?
_ Estava na casa da Celene.
_ E por que nao atendeu a porra do telefone?
_ Nao vi tocar Will.
Will percebera que Flavio estava meio aéreo e muito nervoso, Will tambem notou em Flavio uma marca que contornava toda a circunferência do braço, nao tinha mais dúvidas, Flavio era um viciado.
_ Que porra de marca é esta no teu braço ? Voce tava se drogando?
_ Nao Will, nao tava, acredita em mim, nao faço estas coisas.
E começou a chorar.
_ Pode esquecer que ainda existe "nóis dois", nao quero mais voce do meu lado, nao te quero pelo seu desinteresse, nao te quero pelas drogas e porcarias que voce usa, nao te quero por ser mentiroso e por outra porçao de coisas. Acabou Flavio.
Will voltava para casa e Flavio continuou sentado chorando, parecia perdido, mas Will nao se abateu, seguiu firme em seu propósito.
Depois do termino, Will alimentou um ódio enorme pelo ex que perdura até hoje, certo dia os dois vinham do mesmo lado da comercial, mas quando Flavio viu que Will vinha em sua direção tratou logo de atravessar para o outro lado, e assim permanecem até hoje apesar de nunca mais terem se visto.
Assim foi o primeiro namoro gay de Will, e ele que pensou ter sido um pesadelo, nem imaginava o que o destino o reservava.

Neuras

O diário de Will- Parte 33

Na época do namoro com Flavio, Will devia ter seus vinte e tres anos, apesar da idade, ainda era um garoto na fisionomia e porte físico, tinha seus sessenta e alguns kilos, era muito magrinho, e mesmo assim insistia em fazer regime por se achar gordo, todos que o conheciam intimamente ja conheciam estas suas neuras, tinha grande medo de vir a tornar-se gordo, quanto mais magro melhor apesar de nunca estar satisfeito. Will era tao paranóico que se estivesse comendo algo e visse alguem obeso ele nao comia, sentia-se enjoado e com vontade de vomitar, Will questina-se muito se isto chega a ser preconceito pois nao para por aí. Ele nunca quis e nem se envolveu com alguem acima do peso.
Alem disto Will tem manias que ninguem conhece, coisas que ele nao tem coragem de revelar a ninguem com medo de ser julgado.
Se Will transou com uma pessoa e esta pessoa tomou banho, ele dá uma toalha limpa e assim que a pessoa termina de usar ele a coloca no cesto de roupa suja, sem que a pessoa perceba é claro, nao poderia dizer que se trata de nojo, um medo de pegar alguma alergia ou doença talvez. Will odeia comer do lado de gente que fica espetando os dentes com palito, ele martiga os alimentos contando as mordidas(muita gente acha engraçado esta mania, outras o chamam de paranóico), conversar consigo mesmo? ele o faz mais do que se tivesse com uma companhia, olhando e encarando o próprio reflexo no espelho fica diálogando consigo próprio fazendo cobranças, humilhando, corrigindo e as vezes chega até a chorar pensando no que ouviu.
Enfim, se eu for relatar todas as neuras deste personagem me demoraria demasiadamente e deixaria todos com a certeza de que ele realmente é um doido varrido.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Mais suspeitas

O diário de Will- Parte 32

Passavam-se os dias e Will estava cada dia mais desconfiado de Flavio, quando aparecia de surpresa Flavio nunca estava, quando Will ligava perguntando onde estava, Flavio inventava um monte de desculpas, dizia sempre estar andando com a amiga Deise. Certa vez, will esperou por mais de uma hora a chegada do amante que dizia estar com a amiga caminhando e conversando.
Como o bairro onde Flavio morava era um pouco perigoso, era normal voce ver pessoas usando drogas, Will reconhecia a maconha pelo odor inconfundível, nao que tenha experimentado, mas por alguem ja ter lhe falado que aquele odor peculiar era o da maconha. Pois em uma noite quando Flavio disse que iria até um vizinho tratar de um assunto, Will o espionou pela porta, este viu apenas Flavio pegar um pequeno embrulho e guardar no bolso.
_ O que voce foi conversar com aquele vizinho? Vi voce pegando algo com ele.
_ Ta doido Will, nao peguei nada e fui conversar sobre um emprestimo.
Will fingiu acreditar para poupar brigas, mas aquilo ficou guardado na sua cabeça. Estava desconfiando de que os sumiços demorados seriam por causa de drogas.
Certa vez Will esperou o namorado escondido na esquina, queria ver de onde ele apareceria. Will o havia proibido de correr onde ambos haviam se conhecido pois sabia que ali rolava muita pegação. Nao deu outra, la vinha Flavio todo maltrapilho com uma bermuda rasgada e o seu tenis velho, totalmente diferente de quando conheceram-se.
_ Kara eu te falei que se voce fosse correr naquele lugar eu terminaria com voce, e como prometido, pode esquecer de nós dois, acabou, se voce foi correr naquele lugar é porque estava atraz de sacanagem.
_ Juro que nao Will ! Estava cansado de ficar em casa e saí para relaxar um pouco.
_ Que relaxar o que? Nao acredito nesta história.
Flavio começou a chorar e jurar inosencia, suplicou tanto que Will resolveu dar esta segunda chance.
Ta aí uma coisa que Will aprendeu pro resto da vida, nunca dar segunda chance pra namorado, se vai terminar é uma vez pra nunca mais.
Flavio nao mudou muita coisa depois deste dia, vivia sumido e nao atendia as ligaçoes, Will continava morrendo de raiva e cansando desta situação.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Cristalina

O diário de Will- Parte 31

Depois de alguns meses de namoro, dois talvez, Flávio convidou Will para ir até a casa de sua mãe, para os dois passearem e no caso de Will conhecer novos ares. A cidade era Cristalina, uma cidadezinha de Goiás conhecida pela fabricação de bijoterias com pedras retiradas do lugar, pedras muito bonitas e que geram uma boa renda pra boa parte da cidade.
Will nao estava muito empolgado, mas namorado de primeira viagem é idiota de uma forma que só passando pela etapa é que se entende, mas vai aqui alguns exemplos: Nao costuma dizer nao, sempre concorda com seu(a) pareceiro(a), gasta com presentes sem necessidade, acredita em tudo o que houve e por aí vai.
Apesar disto tudo, como ja foi dito Will era um verdadeiro Dom Casmurro, estava sempre desconfiando de algo, mas isto tambem nao o impediu de evitar estes erros bobos.
Chegaram na cidade a noite e caminharam um bom pedaço pelas ruas de paralelepípedos até a porta da casa da dona Joana, mãe de Flavio. Muito simpática nao demonstrou nenhum sinal de desapontamento, ja devia estar conformada com a situação do filho.
Will se esforçou muito para causar uma boa imprensao, puxando assunto de todos os lados.
Ficou sabendo que dona Joana tinha somente mais um filho, e pelo que ela relatara nao era gay, tinha uma namorada e vivia viajando para comprar utencílios para a lojinha que administrava e era dono, Will ficava imaginando como seria este irmao, nao o conheceu porque estava em Sao Paulo fazendo compras, mas dona Joana informara que logo ele chegaria.
Como eles chegaram em uma sexta feira a noite, Flavio só tomou banho e disse para Will fazer o mesmo para poderem saír e encontrar com amigos de Flavio, Will apesar de estar morrendo de sono concordou, aí entra novamente aqueles exemplos de namorado de primeira viagem.
Ao saírem de casa foi informado que iriam a um bar de uma amiga de Flavio.
Will teve vontade de morrer por dentro, sempre teve horror a bar, sempre odiou bar, nunca se imagou dentro de um, tinha ódio mortal a bar, e la estava ele na sua via crucis.
Chegaram, sentaram e la se foi Flavio bater papo com sua amiga ou sua amiga vinha na mesa, mas os dois estavam juntos o tempo todo, os dois fumando o tempo todo, sim fumando, esqueci de dizer que outra coisa da qual Will havia sido enganado era sobre o vício do namorado, tambem escondera que fumava feito um caipora, outro motivo para Will ficar mais aborrecido, nao bastava o kara ser uma bichinha, e agora uma bichina viciada?!
Will nao via a hora de ir embora, o ambiente nao era feio, tinha uma decoração até interessante, mas bar é bar, e Will ja começava a mostrar sua kara de bunda por estar ali.
Ja pelas duas da madrugada Will pede para ir embora, Flavio diz quer ficar.
_ Vou embora sozinho entao.
_ Que saco kara, nós mal chegamos e voce ja quer ir embora, vou te levar e vou voltar pra ca.
_ Ha, faz o que voce quiser.
Saíram os dois, Flavio reclamando e Will com vontade de chorar, arrependido de ter ido pra aquela maldita cidade.
_ Voce nao combina comigo Will, nao gosta de nada, nem em bar voce gosta de ir.
_ Ha é? amanha vou embora entao e voce fica aí, ta terminado tudo.
_ Entao ta beleza.
Ao chegarem em casa Will foi deitar, Flavio deitou do seu lado e começou a fazer carinho, logo mais ja estavam transando, muito silenciosamente pois dona Joana dormia no quarto ao lado, Flavio nao voltou para o bar.
A partir daí o sabado e o domingo foram tranquilos, no domingo que seria o dia da volta chegou o irmao de Flavio, era muito bonito tambem, mas Will nao acreditou quando este abriu a boca. O kara tinha a voz muito mais de bichinha do que o irmao, Will nao cria que aquela outra gazela tinha uma namorada._Como pode uma mulher nao notar uma coisa destas? Se perguntava Will.
Atualmente ele continua sem entender, anda na rua e karas com suas mulheres do lado o encaram, mulheres quando querem enxergar, enxergam, mas quando querem ser cegas. . . haja escuridão.
Voltaram no domingo a noite tambem.
Ao chegarem no cubo de Flavio, Will resolveu ir embora, era dia de trabalho e ele queria dormir bem, sabia que nao conseguiria com Soares ouvindo aquelas musicas horrorosas em alto volume.
Quando saíam para a parada Will escuta um dos maiores disparates que ja ouviu.
_ Amor me da dinheiro pra eu comprar uma carteira de cigarro pra Simone?
Will fingiu que nao ouviu. Dentro de si xingou o companheiro de todos os palavroes possíveis.
A viagem acabara.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O cego.

O diário de Will- Parte 30

Will era um verdadeiro Dom Casmurro, sempre foi assim e acho que sempre será.
Sempre fazia alguma coisa para pegar Flavio no pulo. Chegava mais cedo da faculdade, ligava em horas nao esperadas, e em todas estas circunstancias Flavio sempre foi reprovado, o que dava muita raiva e desgosto para Will, o que mais o chateava era o fato de ligar e nao ser atendido, ligava diversas vezes seguidas e nada de alguem atender do outro lado, quando encontrava Flavio é claro que sempre rolava discursao.
Estas coisas enchiam a cabeça de Will, hoje ele acha que nao só por dentro mas por fora tambem.
Will sempre se esforçava para ajudar Flavio que era um pobre sem recursos nem mesmo para ter uma regalia dentro de casa.
Will comprou filtro de agua para casa de Flavio ja que este usava garrafa de refrigerante com agua da torneira, deu um aparelho de dvd para este nao ficar mais pegando emprestado o da vizinha e da parte de Flavio só o que recebia eram dores de cabeça, presentes? coisas tao ridículas que pareciam terem sido achados em um lixao, uma vez este deu a Will uma camisa de mangas(estilo que Will sempre odiou)branca e de botoes até o pescoço, Will nunca disfarçava nada, na verdade ate´hoje é assim, é de uma sinceridade de assustar qualquer um, mas Flavio parecia chateado só de primeiro instante, logo depois parecia nada ter acontecido.
Will recorda-se com grande arrependimento de quando presenteou o namorado com um urso de pelúcia carísssimo, hoje em dia teria utilizado o dinherio para algo muito mais gratificante, "aguas passadas nao movem moinhos", ja dizia o velho ditado.

Fui enganado.

O diário de Will- Parte 29

Depois de um mes de namoro Will observou que a voz de Flavio ganhava uma outra entonação, nao era mais aquela voz abafada e firme, começava a se tornar fina, chata e aos poucos afeminada, o andado tambem mudou, nao era mais aquele andar torto, balançante de certos garotos, andava de uma forma que me privarei de descreve-la mas o leitor nao terá dificuldades em imaginar um andado que venha coincidir com o verdadeiro.
Dois meses depois podia-se ver uma bichinha.
Que ódio ! Pensava Will.
Como é que pode alguem fingir uma personalidade desta forma?!
_ Flavio, por que no inicio do namoro voce era de um jeito e hoje voce é totalmente diferente?
_ Oras, agi daquele jeito até ter seu carinho e confiança, agora que consegui voltarei a ser o que sou.
Enganado ! agora estava namorando um kara com quem tinha vergonha de sair na rua porque só de ambaos estarem juntos a turba ja iria apontar
_ Lá se vai um casalzinho gay.
Era tudo o que Will menos queria, mas nao queria terminar o namoro.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Curtiço

O diário de Will- Parte 28



O curtiço onde Flavio morava tinha moradores de personalidades bem distintas e outras nem tanto.
Dadá era lésbica, branca de cabelos ruivos e encaracolados, algumas sardas e corpo nao muito chamativo, na verdade tinha um corpo meio que disforme, olhos castanhos e caídos, gari, ralava muito, era de uma simplicidade incrível, muito amiga de Flavio, Will sabia que daquela ali nunca ouviria nada que viesse delatar o amigo.
Simone era outra lésbica, baixinha e bem gorda, Will custava a crer que aquela ali conseguisse alguma coisa com quem quer que fosse, mas por mais incrivel que parecesse ela conseguia.
Soares era um senhor que aparentava ter 45 anos, era baixinho e muito barrigudo, Will sangrava os ouvidos quando dormia com Flavio, o barraco de Soares ficava em frente ao do Flavio, e este ouvia musicas que nao agradavam em nada Will, o pior de tudo é que Soares dormia com som ligado em volume altíssimo, um inferno para o Will que até hoje nao dorme nem com claridade e nem com barulho.
Deise era uma garota, por assim dizer, morava só, e até hoje Will desconfia da forma como esta se mantinha.Tinha um namorado violento que ela o adorava e apesar de ficar com varios outros sempre acabava voltando para o seu brutamontes.
Os outros moradores eram todos reservados dentro do seu cubo, mas nao silenciosos.
Will hoje em dia se pergunta como pôde suportar aquilo tudo, provavelmente pelo fato de ser seu primeiro namoro, cometeu muitos erros que jamais repetiu nos seus relacionamentos posteriores.

O primeiro namoro gay

O diário de Will- Parte 27

Depois das sacanagens entre Will e Eros, os dois caminhavam para cada um tomar seu rumo, só que Eros abraçou Will e segui a conversar.
_Quero namorar voce Will, quer namorar comigo?
_ Namorar?! acabamos de nos conhecer !
_ E qual o problema nisto? Gostei muito de voce.
Will olhava para aquele kara lindo pedindo-o em namoro e como nao gostava de galinhagem, resolveu arriscar.
_ Entao ta bem, mas sei que nao vai ligar pra mim amanha. Anota meu numero.
_ To sem celular.
_ Nao falei ! nem celular nao tem ! qual o cristao que nao tem celular hoje em dia?
_ Vamos até minha casa entao, la anoto seu numero e assim voce ja fica sabendo onde moro.
Will neste momento acreditou nas palavras de Eros.
Poxa, o kara quer me levar na casa dele, deve estar falando sério entao.
Chegaram no lote, um lote com pequenos casebres de um lado e de outro do lote formando apenas um corredor muito estreito no meio, caminharam até o final dele, o cubículo de Eros era o ultimo.
_ Se vamos mesmo namorar tenho que te confessar que meu nome nao é Eros, meu nome é Flavio.
_ Poquer mentiu seu nome?
_ Gosto mais de Eros e como nao achei que fosse querer nada sério com voce eu o usei.
_ Sem problemas, pra mim tudo bem.
_ O que voce faz? com o que trabalha?
_ Sou cabeleleiro. Respondeu Flavio.
Will estranhou muito um cabeleleiro tao bonito e masculo, os que ele conhecia eram todos afeminados, mas nao ficou pensando muito no assunto.
Uma outra coisa que causava um pouco de estranheza em Will era o sorriso de Flávio, parecia um sorriso meio que maquiavélico com um ar de quem esconde alguma coisa, mas tambem nao ligou, preferiu olhar apenas para a beleza do rapaz.
Na mesma semana marcaram de sair, Will recorda-se da pizzaria onde foram, la tirou uma foto de Flavio que mais parecia um modelo, nao acreditava que tinha conseguido um kara tao bonito, apesar de nao se sentir feio, Will sabia tambem que nao era tao bonito assim para conquistar um kara como Flavio, alguma coisa parecia errada.
No decorrer das semanas Will sempre ia ao cubículo encontrar-se com Flavio, saía da faculdade e passava no barraco do amante, era o seu primeiro namoro gay, parecia tudo bem, mas as desconfianças de Will estavam perto de se concretizarem, alguma coisa estava errada.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Desisto !

O diário de Will- parte 26

Will ja estava cheio de ficar confessando, pedindo perdao, cumprindo tempo de "penitencia" pra depois voltar a repetir o erro, resolveu nao ir mais á igreja e passar pelas mesmas vergonhas de antes, resolveu entregar-se á vida que insistia em persegui-lo.
Os contatos dos amigos da igreja perguntando pela sua ausencia foram muito poucos, nem estranhou, ja sabia como girava esta roda.
A partir daí nao procurava fugir das investidas e nem se intimidava em investir em alguem tambem, mas apesar desta nova fase nao encontrava mais oportunidades como as que antes batiam em sua porta.
Um dia quando Will voltava de mais uma caminhada cruzou por um rapaz que Will achou lindo, lindo como nem um outro visto por ele, cabelos negros, rosto de modelo, olhar caído como Will adorava, pele muito alva e um físico tambem atraente, este passou por Will e o encarou até fazer corar, quando Will virou-se viu que o rapaz estava sentado na parada de onibus esperando por ele, mais uma vez as pernas de Will tremiam mas estava disposto a deixar esta tremedeira para traz, foi entao ao encontro do rapaz.
- Oi, meu nome é Eros.
Will achou lindo o nome, forte, diferente, adorou.
- O meu é Will.
- Gostei de você Will, vc é muito interessante.
Este termo "interessante" é muito usado no meio de karas que se conhecem, nao sei voce que esta lendo este post mas comigo aconteceu diversas vezes.
- Vamos para um lugar mais reservado Will?
- Vamos sim, mas se voce for um ladrao ja vou avisando que nao trago nada que possa ser roubado!
Eros levantou a camisa mostrando seu físico.
- Fica tranquilo, nao sou nenhum marginal.
Nao tinham opção se nao ir a um matagal que ficava ao lado da ciclovia, foi ali mesmo que realizaram suas fantasias.
Muita gente estranha quando relato as facilidades do relacionamento homossexual, da paquera quero dizer, enquanto em um relacionamento hetero o rapaz lança suas cantadas, seu cortejo e tudo mais pra pegar telefone, ficar semanas ligando pra depois marcarem um encontro, a garota ficar enrolando se fazendo de santa, enrola, enrola, enrola até liberar o primeiro beijo, depois o rapaz (um Dalai Lama, no sentido de paciencia) tem que ir na casa da garota enfrentar os pais pelo pedido de um namoro, se os pais concordarem la se vao mais dias, semanas, meses e até mesmo anos até a garota liberar sua caixinha de cabelo, isto se o kara aguentar, alguns sao heróis, mas a grande maioria desiste e vai atraz de uma mais fácil, mas ate´mesmo com esta mais facil ele vai levar um certo tempo.
No caso dos homossexuais é da seguinte forma: Um kara cruza pelo outro, eles se olham, um volta e o outro espera, quando se encontram:
- Gostei de vc, tem um lugar para irmos?
- Tem tal lugar.
Chegando la eles se beijam e ja fazem suas aventuras sexuais ali mesmo, sem pudores nem nada de rogações. Se gostarem voltaram a repetir, se nao, cada um pro seu lado e a vida continua.
Mas enfim, relatei só para entenderem melhor a facilidade das paqueras gays.
A continuidade da historia vem a seguir.