O diário de Will- parte 26
Will ja estava cheio de ficar confessando, pedindo perdao, cumprindo tempo de "penitencia" pra depois voltar a repetir o erro, resolveu nao ir mais á igreja e passar pelas mesmas vergonhas de antes, resolveu entregar-se á vida que insistia em persegui-lo.
Os contatos dos amigos da igreja perguntando pela sua ausencia foram muito poucos, nem estranhou, ja sabia como girava esta roda.
A partir daí nao procurava fugir das investidas e nem se intimidava em investir em alguem tambem, mas apesar desta nova fase nao encontrava mais oportunidades como as que antes batiam em sua porta.
Um dia quando Will voltava de mais uma caminhada cruzou por um rapaz que Will achou lindo, lindo como nem um outro visto por ele, cabelos negros, rosto de modelo, olhar caído como Will adorava, pele muito alva e um físico tambem atraente, este passou por Will e o encarou até fazer corar, quando Will virou-se viu que o rapaz estava sentado na parada de onibus esperando por ele, mais uma vez as pernas de Will tremiam mas estava disposto a deixar esta tremedeira para traz, foi entao ao encontro do rapaz.
- Oi, meu nome é Eros.
Will achou lindo o nome, forte, diferente, adorou.
- O meu é Will.
- Gostei de você Will, vc é muito interessante.
Este termo "interessante" é muito usado no meio de karas que se conhecem, nao sei voce que esta lendo este post mas comigo aconteceu diversas vezes.
- Vamos para um lugar mais reservado Will?
- Vamos sim, mas se voce for um ladrao ja vou avisando que nao trago nada que possa ser roubado!
Eros levantou a camisa mostrando seu físico.
- Fica tranquilo, nao sou nenhum marginal.
Nao tinham opção se nao ir a um matagal que ficava ao lado da ciclovia, foi ali mesmo que realizaram suas fantasias.
Muita gente estranha quando relato as facilidades do relacionamento homossexual, da paquera quero dizer, enquanto em um relacionamento hetero o rapaz lança suas cantadas, seu cortejo e tudo mais pra pegar telefone, ficar semanas ligando pra depois marcarem um encontro, a garota ficar enrolando se fazendo de santa, enrola, enrola, enrola até liberar o primeiro beijo, depois o rapaz (um Dalai Lama, no sentido de paciencia) tem que ir na casa da garota enfrentar os pais pelo pedido de um namoro, se os pais concordarem la se vao mais dias, semanas, meses e até mesmo anos até a garota liberar sua caixinha de cabelo, isto se o kara aguentar, alguns sao heróis, mas a grande maioria desiste e vai atraz de uma mais fácil, mas ate´mesmo com esta mais facil ele vai levar um certo tempo.
No caso dos homossexuais é da seguinte forma: Um kara cruza pelo outro, eles se olham, um volta e o outro espera, quando se encontram:
- Gostei de vc, tem um lugar para irmos?
- Tem tal lugar.
Chegando la eles se beijam e ja fazem suas aventuras sexuais ali mesmo, sem pudores nem nada de rogações. Se gostarem voltaram a repetir, se nao, cada um pro seu lado e a vida continua.
Mas enfim, relatei só para entenderem melhor a facilidade das paqueras gays.
A continuidade da historia vem a seguir.
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