O diário de Will- Parte 31
Depois de alguns meses de namoro, dois talvez, Flávio convidou Will para ir até a casa de sua mãe, para os dois passearem e no caso de Will conhecer novos ares. A cidade era Cristalina, uma cidadezinha de Goiás conhecida pela fabricação de bijoterias com pedras retiradas do lugar, pedras muito bonitas e que geram uma boa renda pra boa parte da cidade.
Will nao estava muito empolgado, mas namorado de primeira viagem é idiota de uma forma que só passando pela etapa é que se entende, mas vai aqui alguns exemplos: Nao costuma dizer nao, sempre concorda com seu(a) pareceiro(a), gasta com presentes sem necessidade, acredita em tudo o que houve e por aí vai.
Apesar disto tudo, como ja foi dito Will era um verdadeiro Dom Casmurro, estava sempre desconfiando de algo, mas isto tambem nao o impediu de evitar estes erros bobos.
Chegaram na cidade a noite e caminharam um bom pedaço pelas ruas de paralelepípedos até a porta da casa da dona Joana, mãe de Flavio. Muito simpática nao demonstrou nenhum sinal de desapontamento, ja devia estar conformada com a situação do filho.
Will se esforçou muito para causar uma boa imprensao, puxando assunto de todos os lados.
Ficou sabendo que dona Joana tinha somente mais um filho, e pelo que ela relatara nao era gay, tinha uma namorada e vivia viajando para comprar utencílios para a lojinha que administrava e era dono, Will ficava imaginando como seria este irmao, nao o conheceu porque estava em Sao Paulo fazendo compras, mas dona Joana informara que logo ele chegaria.
Como eles chegaram em uma sexta feira a noite, Flavio só tomou banho e disse para Will fazer o mesmo para poderem saír e encontrar com amigos de Flavio, Will apesar de estar morrendo de sono concordou, aí entra novamente aqueles exemplos de namorado de primeira viagem.
Ao saírem de casa foi informado que iriam a um bar de uma amiga de Flavio.
Will teve vontade de morrer por dentro, sempre teve horror a bar, sempre odiou bar, nunca se imagou dentro de um, tinha ódio mortal a bar, e la estava ele na sua via crucis.
Chegaram, sentaram e la se foi Flavio bater papo com sua amiga ou sua amiga vinha na mesa, mas os dois estavam juntos o tempo todo, os dois fumando o tempo todo, sim fumando, esqueci de dizer que outra coisa da qual Will havia sido enganado era sobre o vício do namorado, tambem escondera que fumava feito um caipora, outro motivo para Will ficar mais aborrecido, nao bastava o kara ser uma bichinha, e agora uma bichina viciada?!
Will nao via a hora de ir embora, o ambiente nao era feio, tinha uma decoração até interessante, mas bar é bar, e Will ja começava a mostrar sua kara de bunda por estar ali.
Ja pelas duas da madrugada Will pede para ir embora, Flavio diz quer ficar.
_ Vou embora sozinho entao.
_ Que saco kara, nós mal chegamos e voce ja quer ir embora, vou te levar e vou voltar pra ca.
_ Ha, faz o que voce quiser.
Saíram os dois, Flavio reclamando e Will com vontade de chorar, arrependido de ter ido pra aquela maldita cidade.
_ Voce nao combina comigo Will, nao gosta de nada, nem em bar voce gosta de ir.
_ Ha é? amanha vou embora entao e voce fica aí, ta terminado tudo.
_ Entao ta beleza.
Ao chegarem em casa Will foi deitar, Flavio deitou do seu lado e começou a fazer carinho, logo mais ja estavam transando, muito silenciosamente pois dona Joana dormia no quarto ao lado, Flavio nao voltou para o bar.
A partir daí o sabado e o domingo foram tranquilos, no domingo que seria o dia da volta chegou o irmao de Flavio, era muito bonito tambem, mas Will nao acreditou quando este abriu a boca. O kara tinha a voz muito mais de bichinha do que o irmao, Will nao cria que aquela outra gazela tinha uma namorada._Como pode uma mulher nao notar uma coisa destas? Se perguntava Will.
Atualmente ele continua sem entender, anda na rua e karas com suas mulheres do lado o encaram, mulheres quando querem enxergar, enxergam, mas quando querem ser cegas. . . haja escuridão.
Voltaram no domingo a noite tambem.
Ao chegarem no cubo de Flavio, Will resolveu ir embora, era dia de trabalho e ele queria dormir bem, sabia que nao conseguiria com Soares ouvindo aquelas musicas horrorosas em alto volume.
Quando saíam para a parada Will escuta um dos maiores disparates que ja ouviu.
_ Amor me da dinheiro pra eu comprar uma carteira de cigarro pra Simone?
Will fingiu que nao ouviu. Dentro de si xingou o companheiro de todos os palavroes possíveis.
A viagem acabara.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário