sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Will conheçe Vlade

O diário de Will- Parte 48

As férias da faculdade de Will ja estavam quase acabando, faltavam duas semanas, podia entao chegar do trabalho cedo e fazer sua corrida enquanto ainda era dia, isto por causa do maldito horario de verao que Will sempre odiou, entao, como corria cedo nao tinha expectativas nem intenção de encontrar alguem para pegação ou qualquer coisa do tipo, mas nem tudo caminha da forma como imaginamos, e imprevistos acontecem.
O período de chuva ainda nao havia acabado, Will olhou para o tempo e ele estava convidativo, entao calçou seu tenis e foi para sua corrida, quando estava quase na metade do percurso que sempre fazia, o tempo fechou rapidamente e logo caíram os primeiros pingos, Will começou a acelerar o passo e muitos que ali estavam fizeram o mesmo, Will descia e a grande maioria subia, entre esta grande maioria Will viu o vulto de um negro de mais ou menos 1,90 de altura, olhos verdes e corpo atlético, nao o pode mirar muito porque muitos estavam ao seu redor mas nao eram amigos, apenas vinham no emaranhado de esportistas que fugiam da sereno, os dois olharam-se rapidamente. Quando Will ja estava um pouco longe olhou para traz como é de prache, o negro estava lhe encarando, Nossa, um negro desses eu topo.
Will deu meia volta e começou a caminhar em direção do negro que diminuíra o passo, logo o alcançou.
_ Nossa, quem diria que iria chover nao é?
_ É verdade, respondeu Will.
Neste momento em que os dois trocaram as primeiras palavras começou a chuva grossa, os dois entao se abrigaram debaixo de uma arvore raquítica de folhas.
_ Qual o seu nome?
_ Will, e o seu?
_ Vlade.
_ Vlade?! que sinistro, falou Will rindo-se.
_ Entao, voce mora onde Will?
_ Moro mas para baixo e voce?
_ Moro na proxima rua, quer ir la enquanto passa a chuva?
_ Sim, vamos sim.
Os dois começaram a correr o mais rapido que puderam tentando molhar o minimo possivel, perto dali ficava o apartamento do Vlade, este tratou logo de subir e Will atraz, aberta a porta Will pode ver um apartamento muito bem mobiliado, limpo e agradável, sentiu-se bem ali.
Assim conheceram-se, mas muito ainda aconteceria nesta noite.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A história que nao devia ter existido.

O diário de Will- Parte 47

Bem, voltando para os ultimos acontecimentos, Will estava só, mas nao por muito tempo. Da forma como a história é contada parece que tudo se passou muito rapido, mas nao foi bem assim, Will realmente passava longos períodos solitários.
Will se pudesse reclamar de sua história que aqui é contada, com certeza iria querer que os fatos que aconteceram a partir de agora fossem esquecidos no mais profundo abismo, queria que esta hitória nunca ouvesse existido, queria que as pessoas que protagonizaram nunca houvessem cruzado sua vida, mas nem tudo é como queremos, na verdade quase nada é como queremos, estamos fadados a sempre pagarmos por nossas escolhas, mesmo que a princípio o resultado final esperado fosse completamente diferente da forma como acontecem.
Enfim, Will agora entrará em um momento muito complicado em sua vida, momento que parece ter se tornado sempre, logo entenderão.

sábado, 27 de novembro de 2010

O amigo Beto

O diário de Will- Parte 46

Os fatos que serão narrados a seguir aconteceram antes de Will conhecer Flavio, seu primeiro namorado.
No mesmo lugar de sempre onde Will fazia suas caminhadas e pegações (sim, a ciclovia era um lugar de pegação como todos ja imaginavam) ele tambem ia para ler nos bancos que ficavam nos arredores, ler e ficar de olho nos rapazes que passavam, por incrível que pareça, nunca conseguia nada nos dias que ia pra ler, realmente ficava apenas na leitura, o maximo que conseguiu foi conversar bastante com um kara que depois que Will disse que estava começando no mundo gay se limitou a ficar nas conversas, disse que nao queria influenciar em nada as decisoes sobre a sexualidade de Will, as vezes acontece de aparecer gente assim.
Uma noite quando Will tinha ido só dar uma volta mesmo pra ver se conhecia alguem e nao tinha visto absolutamente nada e ja estava voltando pra casa cruzou com um rapaz, este estava bem agazalhado, de maos nos bolsos e braços rentes ao corpo, encarou Will que retribuiu é claro. O rapaz continuou caminhando e parou em cima de uma pequenina ponte, ornamental apenas, e la esperou Will que foi ao seu encontro meio que desconfiado, achou estranha a postura do rapaz, mas tava afim de fazer alguma coisa naquela noite, é tanto que estava ali.
_ E aí kara tudo bem?
_ Tudo.
_ Fazendo o que por aqui?
_ Nada só caminhando, passando o tempo mesmo e você?
_ Tambem. Meu nome é Beto.
_ Will.
_ Ta afim de fazer alguma coisa Will ?
_ Vamos, mas onde?
_ Vamos perto daquelas arvores la naquele escurão.
_ Ta, só espero que voce nao seja nenhum ladrao.
Beto riu.
_ Nao sou nao, fica tranquilo.
Chegando la, Will foi tentar beijar Beto mas este nao deixou, Will nao quis insistir, os dois começaram a se chupar e logo logo Will estava com o rosto sendo esfregado na arvore e Beto gemendo de prazer, nao demorou muito e logo gozou.
Ao voltarem para a ciclovia foram conversando, Beto pediu o numero de Will e ofereceu carona até sua casa.
_ Você veio de carro pra cá?
_ Vim, deixei estacionado logo ali.
Entao ta.
_ Estou saindo de um relacionamento que nao tem me feito bem, vou querer te ligar para fazermos algo tudo bem?
_ Claro. Nossa quem me dera ter um namorado como este kara, ele parece ser muito legal e ainda é independente e bem sucedido, pensou Will.
Nao se falaram durante a semana porque Beto ja havia dito que era muito ocupado e fazia faculdade, Will tambem ja fazia sua faculdade, ficaram de se ver no fim de semana.
No proximo fim de semana logo no sabado de manha Will recebeu uma mensagem.
_ To viajando pra Sao Luis para a casa da minha avó, quando chegar iremos conversar. bj
Will nao ligou de volta, apenas uma mensagem tambem.
_ Ok, boa viagem, vou te esperar.
Realmente Will nao se envolvera com ninguem, nao porque estava esperando Beto, mas por falta de oportunidade mesmo.
Depois de uns vinte dias, Will recebe outra mensagem de Beto.
_ Kara nao vai dar para termos nada, voltei para o meu ex, mas foi muito bom te conhecer, vamos manter contato e a amizade.
Que droga, que droga, que droga, perdi um bom kara (pensou Will)
_ Tudo bem Beto, agradeço por ter tido decencia de me contar a verdade. Foi a resposta de Will.
E como Beto pedira, realmente mantiveram contato, Beto nas crises de seu namoro sempre ligava pra Will e os dois se encontravam, nao para transarem, mas para conversar, Will ouvia as mazelas que passava com o namorado, mas que nao conseguia larga-lo de jeito algum, Beto tambem ouvia sobre a procura de Will por um bom rapaz pra namorar. Nasce aí uma amizade que vai durar anos e anos, pura, verdadeira, cumplice e divertida.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Amizade que nasceu do acaso.

O diário de Will- Parte 45

Depois que Moysés sumiu sem deixar vestígios, Will ficou quieto novamente, aprendera muito com os karas com quem ja tinha se envolvido, aprendera coisas pra nao repetir o erro nunca mais, e assim ele fez, colocou em prática o que aprendeu e nos mesmos erros nunca mais caiu, caiu em novos mas nao nos antigos.
Will sentia muita tristeza com tudo o que ja tinha vivido no pouco tempo em que estava fora da igreja, sentia muita tristeza, muita solidão, muita angustia, muitas vezes dava sinais de depressao, tamanha a falta que ele estava sentindo de estar bem com Deus, com a igreja, com a vida espiritual e consigo mesmo, mas nao tinha forças para mais uma volta, para mais uma tentativa de reconciliação.
Saía pra fazer suas corridas como sempre mas nao encontrava ninguem, achava que iria ver Moysés e dar-lhe uma bronca mas este nunca mais foi correr, parece que tinha ido naquele dia só pra encontrar-se com Will.
E assim Will ficou, fazia suas corridas, nos fins de semana ficava em casa vendo filme com a irmã e o cunhado, saía sozinho para o cinema ou pra qualquer outro lugar, sem ser assediado, sem assediar, ficou assim por um longo período, queria ter amigos com quem contar. Claudio que até entao era seu unico amigo como trabalhava em um mercado de segunda a segunda nao tinha muito tempo para marcarem algo, dos outros relacionamentos nao sobrou amizade, dos amigos de igreja nao podia esperar uma amizade como de antes. Pensando em conseguir companhia lembrou-se do Beto, um dos seus amigos mais amados, um kara por quem ele daria qualquer coisa para ter do lado e ter alguns momentos de bate papo, pena Beto ser um homem tao ocupado, por falar nisto segue adiante a história de Beto e Will que ainda nao havia sido contada.

domingo, 21 de novembro de 2010

Paixao que virou ódio.

O diário de Will- Parte 44

Na quarta Will mandava milhares e milhares de mensagens pra Moysés, estava apaixonado e um apaixonado chato, possessivo e descontrolado, se nao recebia uma mensagem de volta ja ficava todo preoculpado e nao desistia até obter uma resposta, queria sempre ser o primeiro a ter resposta, estava agoniado, inquieto, estava de uma forma como nunca antes tinha sentido, queria estar ao lado de Moysés o tempo todo e se este nao podia ja ficava chateado, se nao o atendia ja achava que era traição e coisas do tipo, e olha que os dois nem haviam firmado namoro, mas para Will nem precisava, ja sentia-se parceiro de Moysés.
Moysés nao ia poder encontrar-se com Will na quarta, na quinta deu a mesma resposta, sexta Will mandou milhares de mensagens pelo celular sem receber nenhuma de volta, estava tao angustiado que só sentia vontade de chorar, era uma paixao louca, doentia. No sabado Moysés tambem nao deu as karas.
No domingo Will fazia um bico no escritório onde a irma trabalhava, mandou mensagens xingando Moysés de todo nome, dizendo que nao era pra ele ter feito isto com ele, que se nao quizesse mais que falasse e nao o deixasse no vácuo, e que como aquilo estava fazendo mal para ele nao iria mais querer encontrar Moysés.
Moysés finalmente respondeu.
_ Kara nao deu pra te responder porque estava sem créditos e nao tive como colocar, nao queria te ligar a cobrar, nao era isto que queria, nao queria parar de te ver, mas se voce quer assim...
_ Entao ta Moysés eu ainda quero, desculpa, desculpa, nos vemos hoje ainda? vamos conversar? SEND.
Will novamente nao teve respostas, começeçou a chorar sozinho no escritório, era um choro de tristeza misturado com ódio, chorou, chorou e no final disse para si mesmo: Nunca mais quero me apaixonar, este sentimento que sinto pelo Moysés vai ser convertido em ódio.
Ja em casa ainda ligou para Moysés mas este nao atendeu.
Pois bem senhor Moysés, sua pagina na minha vida acaba de ser virada.
Passaram muito tempo sem se falar, ainda se encontraram, Will pode ter sua vingança, mas isto fica para um capitulo mais a frente nesta historia.

Começo de uma semana.

O diário de Will- Parte 43

O domingo terminara depois de loucuras pela madrugada.
No dia seguinte trocaram varias mns pelo celular, com júrias de amor, paixao e de sacanagem tambem, marcaram de se verem a noite.Will contava os minutos. Moysés marcou por volta de 22:00, disse que ia sair tarde do trabalho. Trabalhava em uma churrascaria, pelo menos foi o que ele disse, Will até hoje nao acredita, Moysés nao dava numero de telefone de casa, trabalho, de lugar algum em que pudesse ser encontrado, Will como era desconfiado ficava sempre com a pulga atraz da orelha, mas estava apaixonado demais para ligar para isto, só queria curtir a companhia de Moysés.
Chegando a noite a cena se repete, Will esperando por Moysés até tarde, desta vez Moysés apareceu quando ja ia dar 00:00, Will estava puto mas queria ficar um pouco com o paquera.
Sairam e andaram pelas ruas perto da casa de Will, desceram até a Sandu, uma avenida movimentada em Taguatinga, chegando la Moysés puxou Will para traz de uma parada, só que tem um detalhe, se voce que esta lendo acha que era uma parada daquelas de concreto esta redondamente enganado, era uma parada de vidro, toda transparente, era tarde mas ainda passava onibus e transeuntes tambem.
Moysés jogou Will contra a vidraça e começou a beija-lo, a apalpa-lo e Will retribuindo tudo com o maior prazer, um pouco de medo de ser visto é claro, afinal estavam perto da casa dele, mas nao foi impecílio pra curtir o momento, Moyses abaixou a bermuda de Will e queria penetra-lo, Will ficou receioso, mas deixou que sua roupa fosse parcialmente tirada, quando Moysés estava perto de conseguir o que queria passou um onibus, Will pode ver que pessoas dentro do onibus olhavam incrédulas para o que os olhos estavam contemplando, tratou logo de vestir-se. Chamou Moysés para subirem de volta para casa e terminarem o que tinham começado depois. Nao terminaram, ficou para o proximo dia.
Na terça como de costume Moysés chegou tarde novamente, ja nem importava mais Will.
Ficaram namorando no corredor que dava acesso as casas do lote, estava um pouco escuro, mas via-se tudo muito claramente pela iluminação publica.
Perto de ir embora.
_ Will nao me deixe voltar para casa assim.
Moysés mostrou o membro ereto, completamente duro, latejando como uma seta para o lado de Will, Will nao sabia como Moysés conseguia manter uma ereção com um penis daqueles, era bem grosso na base e ia afinando quando perto da glande, apesar de Moysés ser branco o pau era praticamente negro, Will temeu naquela hora mas nao pôde negar o pedido de Moysés com aquela kara de rogado.
Nao sei se ja falei mas Will ja tinha mudado de casa, estava agora uma rua acima de onde morava antigamente, no lote haviam 04 barracos contando com o de Will, nao era muito movimentado o lote, mas se havia um risco de serem pegos este risco era no período noturno quando todos voltavam de seus trabalhos.
Will apenas empurrou o portao e ficou segurando-o com o pé, nao o fechou porque iria fazer um barulho muito grande, enquanto o segurava Moysés começou a penetra-lo, penetra-lo com todo o prazer, parecia adorar aquelas situações de risco, no portao havia um grande buraco que servia para a entrega de correspondencia e quem passava por fora poderia ver o que acontecia no corredor, Moysés penetrava com todo o cuidado para nao machucar Will que se masturbava para aguentar as socadas de Moysés e para curtir o momento tambem.
Moysés nao se conteve e gozou jogando seu leite quente pelo corredor todo e Will jogando o seu na parede, gozaram deliciosamente, satisfeito com a cena que ocorreu sem nenhuma pertubação.

Loucuras na madrugada.

O diário de Will- Parte 42

Will e Moysés se conheceram num sabado, o relato do capítulo anterior. Combinaram de se ver no proximo dia, Will disse que estaria em casa e que Moysés poderia passar la para conversarem.
Quando deu por volta de umas 10 hr Will escutou Moysés chama-lo no portao, foi abrir.
_ Nossa, achei que voce fosse sumir, achei que nao fosse aparecer.
_ Imagina, adorei te conhecer, adorei te beijar, enfim, nao poderia sumir, te quero de novo.
_ Minha irma ta la dentro, quer entrar e conhece-la?
_ Ha nao, deixa para uma proxima vez, vamos ficar aqui mesmo e conversar um pouco.
_ Ta bem.
Conversaram nao muita coisa.
_ Tenho que ir em casa Will, moro com minha tia, tenho que almoçar, mas nos vemos mais a noite, pode ser?
_ Claro, mas que horas?
_ Vou á igreja, pode ser quando eu voltar.
_ Ta bem, vou ficar esperando.
Will esperou até 21:30 esperou até 22:00 e ainda 23:00, ligou diversas vezes mas o celular dava desligado. Will odiava esperar, se havia algo que o enlouquecia era ter que ficar esperando por algo, pelo onibus, por alguem, pela vez no dentista, enfim, odiava ficar esperando, ainda mais esperando alguem com quem tentava falar e nao conseguia.
Por volta de umas 23:20 Moysés ligou, disse que estava chegando perto da casa de Will e queria saber se este ainda queria ve-lo.
_ Ta bem, passa aqui, vou estar te esperando.
Cinco minutos depois.
_ Kara o que foi que aconteceu? Por que chegou tao tarde?
_ Depois do culto saí pra conversar com o pessoal da igreja, desculpa.
Will estava puto da vida, mas fingiu acreditar, nao queria ser desagradável logo no segundo dia em que se encontravam.
_ Vamos dar uma volta perto da ciclovia?
_ Moysés, está tarde.
_ Mas la teremos privacidade para ficarmos a vontade.
_ Ta bem.
Will tinha medo, mas sentia confiança em Moysés, o rapaz tambem parecia um armario.
Foram andar na ciclovia e na primeira sombra se agarraram com um fogo que parecia consumir até as pedras que os rodeavam.
_ Conheço um lugar, vem.
Moysés levou Will até um lugar ermo sem luz rodeado por arvores, ali começaram a se despir.
Moysés tinha o maior membro que ja tinha visto, Will ja conhecia a fama dos mineiros, agora tinha certeza, mineiros sempre tem o pau grande, pra quem gosta é um deleite ficar com um mineiro. Nao era o caso de Will, mas o tesão, a adrenalina de estarem em um lugar isólito mas com chances de serem visto atiçaram seus desejos.
Moysés baixou as calças de Will numa brutalidade jamais imaginada, lembrava um pouco aquelas cenas em que Heath Ledger e Jake Gyllenhaal protagonizaram no filme O segredo de Brokeback Moutain, dois cowboys naquela brutalidade toda se pegando, tudo estava muito bom, Will estava adorando aquela loucura toda, nem de longe lembrava o rapaz recatado de outrora.

sábado, 20 de novembro de 2010

O inesperado

O diário de Will- Parte 41

Depois que Will terminou com Claudio, ficou só, é claro que nao voltou para a igreja como havia dito, nao tinha forças para esta ação, para esta reação.
Ficou só e curtiu sua solidão. Por incrível que pareça nao aparecia ninguem para tira-lo da solidao, ele tambem nao estava procurando, queria dar um tempo, curtir ele próprio, mas Will ficou só tempo demais, começou a sentir falta de alguem, começou a sentir-se só, começou a ficar desesperado para ter alguem. Entao, um dia correndo no mesmo lugar em que encontrara Flavio, passou por um rapaz alto, um pouco cheinho, mas nao gordo, rosto bonito e olhar atraente, daqueles que te deixam com a imprensao de estar pelado.
Will correu até o limite que sempre corria e entao voltou, torcendo para encontrar o rapaz charmoso.
Ele estava esperando por Will debaixo de uma arvore perto da ciclovia.
Will foi ao seu encontro e quando chegou até o rapaz, este agarrou a cabeça de Will e começou a beija-lo loucamente, Will retribuiu ao beijo, afinal estava esperando por aquilo a muito tempo e ainda estava tendo a sorte de ser com um rapaz lindo, beijaram-se perto de onde passavam todas as pessoas, era uma loucura enorme, mas esta foi só a primeira loucura que Will iria experimetar ao lado do rapaz.
_ Kara você é louco? Me beijando aqui onde todos podem nos ver !
_ Com esta boca linda e gostosa que voce tem queria o que?
_ Obrigado, voce tambem beija muito bem, meu nome é Will e o seu?
_ Moysés.
Ha Moysés, se Will soubesse os sentimentos que iria sentir se envolvendo com Moysés!
_ Vamos para um lugar mais calmo? Calmo onde? nao podemos ir pra casa, moro com minha irma.
_ Conheço um lugar mais a frente, vamos caminhando e conversando.
Continuaram caminhando e conversando até chegarem em lugar meio ermo, um pouco distante da ciclovia, adentraram no escuro e começaram a se agarrar colados em uma arvore.
A pegação pegava fogo, beijavam loucamente, estavam mais grudados que queijo trança. De repente viram um vulto se aproximar, imaginaram ser alguem querendo participar da pegação, nao concordavam, resolveram entao sair e andar um pouco antes do vulto chegar mais perto.
Andaram pelas ruas da cidade até chegarem em um banquinho de praça. La começaram a conversar sobre a vida um do outro.
Moysés era mais um evangélico afastado, era mineiro, vinha de Minas acompanhando um ex namorado que depois que chegou aqui se separou dele. Conversaram sobre muitas coisas, Will se identificou muito com Moysés e parecia estar no céu, sentia-se nas nuvens, nunca tinha se sentido assim, Will nao sabia mas ja estava apaixonado por Moysés.

Tão rápido.

O diário de Will- Parte 40

Apesar de Claudio e Will se darem bem, Will nao estava satisfeito com a situação, nao estava gostando de ser passivo, nao se sentia bem, outro fator que estava atrapalhando de se sentir mais a vontade com Claudio era o fato de Claudio ser muito frio, nao demostrava sentimento algum, Will gostava de dizer que gostava, gostava de chamar o namorado com palavras carinhosas, gostava de extravasar seus sentimentos e Claudio era o oposto disso, nunca falava uma palavra de carinho, Will nao se sentia amado, querido, achava q Claudio nao gostava o suficiente dele. Apesar de gostar muito de Claudio chegou a uma conclusao.
_ Claudio precisamos conversar.
_ Que foi Will?
_ Nao quero mais te namorar.
_ Ta bem.
_ Só isto? Nao vai falar nada?
_ Nao, você quer assim, pra mim tudo bem.
Will estava chorando e estava perplexo com a reação de Claudio, tinha a certeza agora entao do que antes era uma desconfiança.
_ Vou tentar voltar para a igreja, voltar a ser o que era. (Will continuava a mentir, nao achou outra desculpa para terminar o namoro).
_ Tudo bem entao, boa sorte. Mas espero que continuemos sendo amigos.
_ Sim, seremos sim, nao tenha dúvida.
Os dois se beijaram pela ultima vez, Will o levou até o portao e despediram-se.
A amizade continua até hoje.

O acordo.

O diário de Will- Parte 39

Will estava indo muito bem no namoro com Claudio, apesar do pouco tempo, estavam se dando muito bem.
Will até chegou a leva-lo em casa para apresentar para sua irma e o cunhado.
Os dois o receberam muito bem, parecia tudo normal para os dois, parecia que os dois ja haviam participado daquela situação diversas vezes, tamanha a naturalidade com que encararam a situação.
Claudio era um evangélico afastado, assim como Will, isso facilitava as coisas, os dois se entendiam com maior facilidade.
Com o narrar da cena do dia em que os dois se conheceram pode parecer que Will era um passivo insaciável, mas nem tudo o que parece é,nao era assim nao.
Com Flavio é bem verdade que apesar de nunca ter falado para ninguem, Will foi passivo, talvez por ser o primeiro namoro, por nao ter experiencia no mundo homossexual, mas com Claudio ele nao queria que fosse assim.
Em dia chegaram a conversar, Will foi logo avisando que nao seria só passivo nao, que se assim fosse o namoro nao iria para frente.
_ Poxa Will, eu nao curto muito esta de ser passivo tambem nao, mas vamos tentar sim.
Parecia comédia os dois estarem conversando sobre algo do tipo.
Depois desta conversa, nao muito depois tiveram uma transa.
Claudio pediu para ser penetrado primeiro e depois ele faria sua parte.
Will quando ficava com Mauro tentou penetra-lo diversas vezes sem conseguir exito, Mauro nao aguentava e logo começava a sangrar entao nao podia dizer que ja havia penetrado alguem.
Com Flavio foi apenas passivo e isto criou um certo trauma dentro de Will, ele nao falava nada a respeito, guardava para si.
Claudio gemeu muito até Will conseguir penetra-lo por completo, dizia estar doendo muito, Will tinha a cabeça do pau grande, entre os karas com quem ja tinha ficado a dele tinha a maior cabeça.
Will logo gozou, nunca tinha sentido tanto prazer, nao aguentou muito, pensou ter ejaculação precoce pela rapidez como aconteceu.
Quando Claudio começou a penetra-lo ficou encolhido, quieto, parecia estar alheio ao que se passava bem ali em cima de si.
_ Kara se mexe aí, voce ta muito quieto.
_ É porque ta doendo, é por isto.
Will mentia.
Claudio tambem logo gozou, nao demorou muito.
Will agradeceu aos céus por ter acabado o tormento.
Os dois nao transavam muito, o tempo tambem que passaram juntos foi muito curto para muitas transas.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Irmã amiga

O diário de Will- Parte 38


A irma de Will estava acostumada com os sumiços do irmao, mas nao foi sempre assim.
Era Acostumada com o irmao tranquilo, que nunca aprontava nada, que nao era de levar amigos em casa, que nao conversava muito sobre vida pessoal, mas as coisas vinham mudando, saía sempre a noite e nao dizia para onde ía, no maximo dava uma satisfação qualquer.
Will ja nao queria mais esconder os motivos das saídas da irmã que sempre se mostrou compreensiva e amiga. Ele pensou, pensou e concluiu que nao dava mais para esconder a verdade da irmã.
_ D (ele costumava chamá-la só pela primeira letra).
_ D senta aqui, preciso te falar uma coisa.
_ Fala aí Will, estou te ouvindo.
_ Voce ja deve ter visto que ando sumido, saindo a noite, dormindo fora e nao falo pra voce nada a respeito.
_ Sim, mas isto é com você, é sua vida, nao precisa me dar satisfação de nada nao.
_ Mas eu quero falar pra você. E se eu dissesse pra você que ando ficando com homens?
_ Olha Will, ja imaginava, ja tinha percebido que era isto.
_ Sério?
_ Sim, ja tinha imaginado, na verdade ja sabia.
_ Como?
_ Ja tinha notado sua relação com o Mauro, nao achava normal, mas nunca falei nada.
_ Nossa, quem diria, e o que você acha?
_ Olha fi, só nao ficaria feliz se voce mexesse com droga ou com algo ilícito, mas se voce se sente bem ficando com homens, nao me importo, só quero que voce seja feliz.
_ Poxa valeu mana, nao esperava que voce fosse agir assim tao naturalmente.
_ Queria que eu fizesse o que? rsrsrs.
_ Te amo e só quero te ver feliz.
_ Brigado mana, tambem te amo.
O diálogo foi assim, simples, curto e direto. A irmã de Will aceitou numa boa, ou pelo menos foi isto que Will achou.

Dé Jà Vu

O diário de Will- Parte 37

_Era isto que você queria Will ? Me tirar da minha casa, me deixar num cubículo apertado, sem caber meus móveis, longe de tudo e de todos e ainda por cima me deixar só? Me responde, era isto que você queria?
_ Para com isto kara, ja te fal...
_ Para com isto? deixei de morar com meu amigo por sua causa, morava num lugar legal, num apartamento num bom lugar, tinha meu sossego, daí você entra na minha vida, faz eu me separar do meu amigo e depois que eu to disposto a tudo por você tu me larga ! Comeu, abusou e agora quer largar?! Pois saiba que nao vai ser assim nao senhor Will, nao vai ser assim mesmo. Você vai pagar bem caro por isto.
_ Você ta louco kara, nunca falei pra voce morar sozinho, nunca disse que ia morar com voce, muito pelo contrario, sempre disse pra vc ter paciencia com seu amigo, que as coisas iriam se resolver, nao venha me jogar culpa das suas atitudes impensadas nao.
_ Pois só tem um jeito da gente resolver isto. Ou voce volta a me namorar ou eu te mato, te mato e tiro minha vida depois.
_ Você ta louco kara? Para de falar estas coisas. Você quer que eu volte pra você só por obrigação? só porque voce quer, mesmo sabendo que nao te quero mais ?
_ É sim, e ai de você se nao aceitar, vai pagar caro como ja falei.
_ Kara você ta me assustando, mas isto nao vai me fazer voltar pra voce nao.
_ Ha é, você que escolheu isto, depois nao fique achando que nao te dei opções.
_ Kara onde foi que voce conseguiu esta arma? Em meses de namoro nunca disseste nada sobre o porte de arma, vira isto pra la, vira logo!
_ Virar pra la? eu aponto é pra sua cara seu cachorro filho de uma puta.
_ Se nao me quer mais e quer ficar com outro, ta muito enganado, se voce nao for meu nao vai ser de mais ninguem.
_ Nao kara por favor, esquece isto, nao vale apena, ta cheio de homem por aí.
_ Nao chora nao cachorro, agora nao adianta chorar e nem suplicar, pode chorar o quanto quiser, ja tomei minha decisao, este é o dim de nós dois.
_ Nao kara! Nao !
Duas poças de sangue se juntam e formam um canal que sai escorrendo por toda a casa, de um lado o corpo de Will pálido e ainda com lágrimas quentes escorrendo pela face sem vida, mais abaixo perto de seus pés o corpo daquele que lhe tirara a vida por apenas um capricho, as paredes ensanguentadas mostravam o quanto aterrador tinha sido o fim de Will.

_ Nãããããooo!!!

Will acorda no meio da madrugada com a testa ensopada de suor, vai até a cozinha pega um copo com agua, bebe o seu conteúdo agracendo por aquilo tudo ter sido apenas um sonho.
Nao conhecia o assassino do sonho, mas sabia que nao se tratava de Claudio, foi dormir com uma sensação estranha e pedindo a Deus que aquilo nunca viesse acontecer com ele.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Conhecendo um novo kara.

O diário de Will- Parte 36

Will nao gostava de putaria, de pegação, de safadeza, por isto sempre quis alguem pra chamar de seu, por isto tratou logo de ir atraz de alguem. Voltou a correr no mesmo lugar em que encontrou Flavio na esperança de encontrar alguem que realmente valesse apena, mas nao foi assim que conheceu o kara do seu proximo relacionamento. Will foi um, dois, tres dias e nada de encontrar alguem, desistiu por um tempo.
Um dia quando voltava do trabalho de onibus, um onibus que passava pela Qng, viu um rapaz negro entrando, os dois se olharam e Will achou o olhar do rapaz muito atraente e sexy.
Como ja foi dito, era um rapaz negro, devia ter 1,75 mt, nao tinha o corpo bonito, na verdade tinha uma barriguinha bem avantajada e ainda por cima era careca, mas Will nao olhava só para rapazes belos, se fosse assim, nunca teria conseguido ninguem, mas o olhar do rapaz mexeu muito com ele, nunca imaginara ser atraído só por um olhar.
Para sua falta de sorte o rapaz sentou algumas cadeiras na frente. Will estava em pé. O rapaz vez ou outra se virava para olhar para Will. Em certo momento, um senhor que estava ocupando um banco no fundo desceu, o rapaz entao tratou logo de ocupa-lo, o coração de Will acelerou, pois o lugar onde sentara ficava bem do lado onde Will estava em pé, Will nao polpava olhares pro rapaz, o encarava cada vez mais, mas o rapaz parecia estar disconcertado.
A parada em que Will ia descer chegou, ele puxou a cordinha pedindo parada olhando para o rapaz que o encarava neste momento.
O onibus parou, muitos desceram, o buzu tomou o seu caminho, mas com um detalhe: Will ainda estava la dentro, nao desceu como achou que faria.
O lugar do lado do rapaz desoculpou, ele afastou dando lugar para alguem sentar, Will percebeu que com o olhar o convidava. Will sentou, pegou o celular e tremendo começou a digitar algumas palavras.
_ Posso falar com vc? Te achei interessante mas queria saber se podemos conversar.
O rapaz apenas balançou a cabeça dizendo que sim.
_ Meu nome é Will.
_ Claudio.
Os dois apertaram as maos.
_ Gostei muito de você, para onde está indo?
_ Estou indo para a faculdade. Respondeu Claudio.
_ E você está indo pra onde?
_Pra casa, só que minha parada ja passou, fica do outro lado da cidade, só que nao queria perder a oportunidade de falar com você, nunca fiz algo assim, nao sei como consegui.
_ Nossa, e ninguem nunca foi tao longe assim por mim. Anota meu numero que quando eu sair da faculdade talvez ainda nos falemos ou quem sabe ainda nos vemos.
Will anotou o numero e desceu contente pela investida que dera certo, nem se importou em voltar pra casa a pé, chegou em casa e tratou logo de arrumar as bagunças para esperar Claudio, sua irma chegaria tarde mesmo, teria tempo de ficar a sós com Claudio.
Claudio finalmente ligou. Era uma segunda feira chuvosa, mas nem isso impediu que Will fosse esperar por Claudio na parada.
Ao chegarem em casa, cada um sentou em um sofá diferente, Claudio quase nao abria a boca pra nada, Will é quem o interrogava sobre tudo.
Will esperava por uma atitude que Claudio nao estava tendo, o jeito era sair ao ataque.
Tascou um beijo em Claudio que retribuiu sem se fazer de rogado. Beijaram-se tanto que o labio dos dois ardia como se tivessem passado pimenta, Claudio tinha os labios grossos e macios, deliciosos.
Claudio foi baixando a cabeça de Will para o peito e depois mais para baixo até sua genital que ja mostrava o volume sob a calça, Will nao se fez de rogado, desabotoou a calça, baixou o ziper e tirou o pau de Claudio para fora. Claudio tinha um membro feio, era estranho, meio torto e o prepúcio parecia dar um maior volume para um lado que para outro, alem disso o líquedo seminífero jorrava feito uma fonte, saía em grande abundancia, parecia até espumar. Will nunca tinha visto nada igual, pensou nao ser normal, depois descobriu que nao tinha nada de errado nisto, alguns homens liberam mais líquedo seminífero que outros.
Will aprendera rapido a levar a vida de um homossexual, nem achou estranho conhecer um kara e no mesmo dia ja o conhecer intimamente. Nao transaram neste dia, apenas ficaram no boca na boca, boca naquilo, aquilo na boca e por aí vai.

sábado, 13 de novembro de 2010

Preenchendo uma lacuna.

O diário de Will- Parte 35

Nos momentos em que Will ja estava se cansando de Flavio, conheceu um rapaz, eis adiante o relato dos fatos.
Uma noite em que Will esperava o onibus para ir para a casa de Flavio viu um rapaz passar que lhe chamou muito a atenção. Era baixo, mas baixo que Will que tinha 1,72 mt, mas tinha um corpo maravilhoso, todo sarado e sem vestígios de gordura, tinha peito, barriga, pernas, tudo definido e apetitoso.Will o encarou e este voltou do percurso que seguia, quem lembra do relato de paquera entre homosexuais ja sabe como funciona.
Reginaldo, este era o nome do rapaz sarado.
_ E aí garoto, tudo bem? Vai pra onde?
_ To indo para a casa de um primo na Qng. (Will acabara de dizer a primeira mentira).
_ Sério? Moro lá tambem, vamos juntos entao.
_ Ta beleza entao. Ho meu Deus tomara que fique longe da casa de Flavio, pensou Will.
Conversa vai, conversa vem até a frase que segue.
_ Vamos passar na minha casa antes de ir pra casa de seu primo?
_ Vamos sim, por que nao?
Desceram e foram direto para a casa de Reginaldo, ou melhor, para o cubo de Reginaldo. Qng é um bairro de Taguatinga onde tem muitos lotes cheios de cubículos e onde se concentra grande número de gays.O cubículo de Reginaldo era menor do que o de Flavio, Will achara nao ser possível, mas era.
Chegaram la e Will ficou louco pra ver o que ia rolar. Reginaldo tirou logo toda a roupa e ficou só de sunga, uma sunga vermelha, um pecado de homem bem na frente de Will e ele doido pra avançar naquele corpo.
Sentaram-se em um sófá pequeno e Reginaldo começou a fazer carinho em Will, passaram mais de meia hora e continuava naquilo, quando aconteceu o beijo Will percebeu que nem tudo o que reluz é ouro. Reginaldo beijava muito ruim, parecia ser inexperiente, era uma lerdeza, uma moleza, parecia que a pilha estava acabando, e quando Will sentiu o volume da sunga? Parece ser verdade quando falam que os fortões tem o membro pequeno, nao que Will quisesse que Reginaldo fosse super dotado, mas um kara com pau muito pequeno é brochante.
Will ainda ficou enrolado com Reginaldo algum tempo, paralelo ao namoro com Flavio, mas viu que dali nao iria florescer nada, nao por falta de pedido de Reginaldo, mas porque Will realmente nao via possibilidades.
Posteriormente ficou sabendo por Beto que Reginaldo era garoto de progama, nao teve certeza, mas ficou muito assustado com a notícia, ficou com medo de ter pego alguma doença mexendo com alguem daquele tipo, mas nao havia pego nada.
Will ainda teve contato com Reginaldo como amigo algumas vezes, ficou sabendo que tinha se casado com um ex e depois de uma semana se separou novamente, disse nao estar pronto para um relacionamento de responsabilidades, pena para ele pois o namorado poderia ajuda-lo bastante ja que este tinha muitas posses em contraste com Reginaldo que nao tinha absolutamente nada.
Você leitor deve estar pensando que Will entao havia traído Flavio. Sim, nao só com Reginaldo mas com um outro rapaz que nao aconteceu nada demais e que nao vale apena fazer um relato, basta ao leitor saber que Will nao foi trouxa por completo, aprontou um pouquinho com Flavio tambem, acho que você que esta lendo estas paginas deveria saber e este é um conselho que Will sempre passa para outros: "Nao seja um santo em um relacionamento gay". Por mais que voce se esforce e seja fiel o seu parceiro pode nao ser, daí quando descobrires os podres dele voce nao fica no prejuízo, fica elas por elas, quem quiser dê ouvidos, se nao, boa sorte na sua ilusão.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O namoro termina

O diário de Will- Parte 34

Will como ja foi dito estava cansado dos sumiços e ausencias de Flavio.
A lição do bar em cristalina nao serviu de lição para nenhum dos dois. Em um fim de semana Flavio leva Will para um bar GLS perto da casa de Will. Ja devem até imaginar a cena: Um kara que odeia bar, que nao é assumido, dentro de um bar cheio de bichinhas !
Will estava desconfortavel de uma forma como nunca estivera.
Nao chamou Flavio para ir logo embora para nao criar encrenca, mas la estava Will, sentado, encolhido querendo ser tragado pelo piso, pela cadeira, mesa, seja la por qualquer objeto ou maneira, e com a kara de bunda que Flavio odiava, sem falar no silencio, Will ficava tao mal que a unica coisa que fazia era a cara de amuado, cara de quem comeu e nao gostou, Flavio nao suportou muito tempo aquela situação, tomou duas servejas e saíram.
Certa tarde de domingo Will ligou insistentemente para Flavio e este nao atendeu.Quando este deu sinal de vida, Will marcou um lugar para se encontrarem.
_ Will to descendo pra sua casa.
_ E eu estou subindo a comercial, na verdade estou até te vendo.
Pararam em frente ao Top Mall e sentaram na escada da entrada, tiveram a liberdade porque o shopping estava fechado.
Logo que se encontraram Will percebeu algo que lhe inquietou até a alma.
_ Por que voce nao me atendeu e demorou este tempo todo pra me dar um retorno?
_ Estava na casa da Celene.
_ E por que nao atendeu a porra do telefone?
_ Nao vi tocar Will.
Will percebera que Flavio estava meio aéreo e muito nervoso, Will tambem notou em Flavio uma marca que contornava toda a circunferência do braço, nao tinha mais dúvidas, Flavio era um viciado.
_ Que porra de marca é esta no teu braço ? Voce tava se drogando?
_ Nao Will, nao tava, acredita em mim, nao faço estas coisas.
E começou a chorar.
_ Pode esquecer que ainda existe "nóis dois", nao quero mais voce do meu lado, nao te quero pelo seu desinteresse, nao te quero pelas drogas e porcarias que voce usa, nao te quero por ser mentiroso e por outra porçao de coisas. Acabou Flavio.
Will voltava para casa e Flavio continuou sentado chorando, parecia perdido, mas Will nao se abateu, seguiu firme em seu propósito.
Depois do termino, Will alimentou um ódio enorme pelo ex que perdura até hoje, certo dia os dois vinham do mesmo lado da comercial, mas quando Flavio viu que Will vinha em sua direção tratou logo de atravessar para o outro lado, e assim permanecem até hoje apesar de nunca mais terem se visto.
Assim foi o primeiro namoro gay de Will, e ele que pensou ter sido um pesadelo, nem imaginava o que o destino o reservava.

Neuras

O diário de Will- Parte 33

Na época do namoro com Flavio, Will devia ter seus vinte e tres anos, apesar da idade, ainda era um garoto na fisionomia e porte físico, tinha seus sessenta e alguns kilos, era muito magrinho, e mesmo assim insistia em fazer regime por se achar gordo, todos que o conheciam intimamente ja conheciam estas suas neuras, tinha grande medo de vir a tornar-se gordo, quanto mais magro melhor apesar de nunca estar satisfeito. Will era tao paranóico que se estivesse comendo algo e visse alguem obeso ele nao comia, sentia-se enjoado e com vontade de vomitar, Will questina-se muito se isto chega a ser preconceito pois nao para por aí. Ele nunca quis e nem se envolveu com alguem acima do peso.
Alem disto Will tem manias que ninguem conhece, coisas que ele nao tem coragem de revelar a ninguem com medo de ser julgado.
Se Will transou com uma pessoa e esta pessoa tomou banho, ele dá uma toalha limpa e assim que a pessoa termina de usar ele a coloca no cesto de roupa suja, sem que a pessoa perceba é claro, nao poderia dizer que se trata de nojo, um medo de pegar alguma alergia ou doença talvez. Will odeia comer do lado de gente que fica espetando os dentes com palito, ele martiga os alimentos contando as mordidas(muita gente acha engraçado esta mania, outras o chamam de paranóico), conversar consigo mesmo? ele o faz mais do que se tivesse com uma companhia, olhando e encarando o próprio reflexo no espelho fica diálogando consigo próprio fazendo cobranças, humilhando, corrigindo e as vezes chega até a chorar pensando no que ouviu.
Enfim, se eu for relatar todas as neuras deste personagem me demoraria demasiadamente e deixaria todos com a certeza de que ele realmente é um doido varrido.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Mais suspeitas

O diário de Will- Parte 32

Passavam-se os dias e Will estava cada dia mais desconfiado de Flavio, quando aparecia de surpresa Flavio nunca estava, quando Will ligava perguntando onde estava, Flavio inventava um monte de desculpas, dizia sempre estar andando com a amiga Deise. Certa vez, will esperou por mais de uma hora a chegada do amante que dizia estar com a amiga caminhando e conversando.
Como o bairro onde Flavio morava era um pouco perigoso, era normal voce ver pessoas usando drogas, Will reconhecia a maconha pelo odor inconfundível, nao que tenha experimentado, mas por alguem ja ter lhe falado que aquele odor peculiar era o da maconha. Pois em uma noite quando Flavio disse que iria até um vizinho tratar de um assunto, Will o espionou pela porta, este viu apenas Flavio pegar um pequeno embrulho e guardar no bolso.
_ O que voce foi conversar com aquele vizinho? Vi voce pegando algo com ele.
_ Ta doido Will, nao peguei nada e fui conversar sobre um emprestimo.
Will fingiu acreditar para poupar brigas, mas aquilo ficou guardado na sua cabeça. Estava desconfiando de que os sumiços demorados seriam por causa de drogas.
Certa vez Will esperou o namorado escondido na esquina, queria ver de onde ele apareceria. Will o havia proibido de correr onde ambos haviam se conhecido pois sabia que ali rolava muita pegação. Nao deu outra, la vinha Flavio todo maltrapilho com uma bermuda rasgada e o seu tenis velho, totalmente diferente de quando conheceram-se.
_ Kara eu te falei que se voce fosse correr naquele lugar eu terminaria com voce, e como prometido, pode esquecer de nós dois, acabou, se voce foi correr naquele lugar é porque estava atraz de sacanagem.
_ Juro que nao Will ! Estava cansado de ficar em casa e saí para relaxar um pouco.
_ Que relaxar o que? Nao acredito nesta história.
Flavio começou a chorar e jurar inosencia, suplicou tanto que Will resolveu dar esta segunda chance.
Ta aí uma coisa que Will aprendeu pro resto da vida, nunca dar segunda chance pra namorado, se vai terminar é uma vez pra nunca mais.
Flavio nao mudou muita coisa depois deste dia, vivia sumido e nao atendia as ligaçoes, Will continava morrendo de raiva e cansando desta situação.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Cristalina

O diário de Will- Parte 31

Depois de alguns meses de namoro, dois talvez, Flávio convidou Will para ir até a casa de sua mãe, para os dois passearem e no caso de Will conhecer novos ares. A cidade era Cristalina, uma cidadezinha de Goiás conhecida pela fabricação de bijoterias com pedras retiradas do lugar, pedras muito bonitas e que geram uma boa renda pra boa parte da cidade.
Will nao estava muito empolgado, mas namorado de primeira viagem é idiota de uma forma que só passando pela etapa é que se entende, mas vai aqui alguns exemplos: Nao costuma dizer nao, sempre concorda com seu(a) pareceiro(a), gasta com presentes sem necessidade, acredita em tudo o que houve e por aí vai.
Apesar disto tudo, como ja foi dito Will era um verdadeiro Dom Casmurro, estava sempre desconfiando de algo, mas isto tambem nao o impediu de evitar estes erros bobos.
Chegaram na cidade a noite e caminharam um bom pedaço pelas ruas de paralelepípedos até a porta da casa da dona Joana, mãe de Flavio. Muito simpática nao demonstrou nenhum sinal de desapontamento, ja devia estar conformada com a situação do filho.
Will se esforçou muito para causar uma boa imprensao, puxando assunto de todos os lados.
Ficou sabendo que dona Joana tinha somente mais um filho, e pelo que ela relatara nao era gay, tinha uma namorada e vivia viajando para comprar utencílios para a lojinha que administrava e era dono, Will ficava imaginando como seria este irmao, nao o conheceu porque estava em Sao Paulo fazendo compras, mas dona Joana informara que logo ele chegaria.
Como eles chegaram em uma sexta feira a noite, Flavio só tomou banho e disse para Will fazer o mesmo para poderem saír e encontrar com amigos de Flavio, Will apesar de estar morrendo de sono concordou, aí entra novamente aqueles exemplos de namorado de primeira viagem.
Ao saírem de casa foi informado que iriam a um bar de uma amiga de Flavio.
Will teve vontade de morrer por dentro, sempre teve horror a bar, sempre odiou bar, nunca se imagou dentro de um, tinha ódio mortal a bar, e la estava ele na sua via crucis.
Chegaram, sentaram e la se foi Flavio bater papo com sua amiga ou sua amiga vinha na mesa, mas os dois estavam juntos o tempo todo, os dois fumando o tempo todo, sim fumando, esqueci de dizer que outra coisa da qual Will havia sido enganado era sobre o vício do namorado, tambem escondera que fumava feito um caipora, outro motivo para Will ficar mais aborrecido, nao bastava o kara ser uma bichinha, e agora uma bichina viciada?!
Will nao via a hora de ir embora, o ambiente nao era feio, tinha uma decoração até interessante, mas bar é bar, e Will ja começava a mostrar sua kara de bunda por estar ali.
Ja pelas duas da madrugada Will pede para ir embora, Flavio diz quer ficar.
_ Vou embora sozinho entao.
_ Que saco kara, nós mal chegamos e voce ja quer ir embora, vou te levar e vou voltar pra ca.
_ Ha, faz o que voce quiser.
Saíram os dois, Flavio reclamando e Will com vontade de chorar, arrependido de ter ido pra aquela maldita cidade.
_ Voce nao combina comigo Will, nao gosta de nada, nem em bar voce gosta de ir.
_ Ha é? amanha vou embora entao e voce fica aí, ta terminado tudo.
_ Entao ta beleza.
Ao chegarem em casa Will foi deitar, Flavio deitou do seu lado e começou a fazer carinho, logo mais ja estavam transando, muito silenciosamente pois dona Joana dormia no quarto ao lado, Flavio nao voltou para o bar.
A partir daí o sabado e o domingo foram tranquilos, no domingo que seria o dia da volta chegou o irmao de Flavio, era muito bonito tambem, mas Will nao acreditou quando este abriu a boca. O kara tinha a voz muito mais de bichinha do que o irmao, Will nao cria que aquela outra gazela tinha uma namorada._Como pode uma mulher nao notar uma coisa destas? Se perguntava Will.
Atualmente ele continua sem entender, anda na rua e karas com suas mulheres do lado o encaram, mulheres quando querem enxergar, enxergam, mas quando querem ser cegas. . . haja escuridão.
Voltaram no domingo a noite tambem.
Ao chegarem no cubo de Flavio, Will resolveu ir embora, era dia de trabalho e ele queria dormir bem, sabia que nao conseguiria com Soares ouvindo aquelas musicas horrorosas em alto volume.
Quando saíam para a parada Will escuta um dos maiores disparates que ja ouviu.
_ Amor me da dinheiro pra eu comprar uma carteira de cigarro pra Simone?
Will fingiu que nao ouviu. Dentro de si xingou o companheiro de todos os palavroes possíveis.
A viagem acabara.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O cego.

O diário de Will- Parte 30

Will era um verdadeiro Dom Casmurro, sempre foi assim e acho que sempre será.
Sempre fazia alguma coisa para pegar Flavio no pulo. Chegava mais cedo da faculdade, ligava em horas nao esperadas, e em todas estas circunstancias Flavio sempre foi reprovado, o que dava muita raiva e desgosto para Will, o que mais o chateava era o fato de ligar e nao ser atendido, ligava diversas vezes seguidas e nada de alguem atender do outro lado, quando encontrava Flavio é claro que sempre rolava discursao.
Estas coisas enchiam a cabeça de Will, hoje ele acha que nao só por dentro mas por fora tambem.
Will sempre se esforçava para ajudar Flavio que era um pobre sem recursos nem mesmo para ter uma regalia dentro de casa.
Will comprou filtro de agua para casa de Flavio ja que este usava garrafa de refrigerante com agua da torneira, deu um aparelho de dvd para este nao ficar mais pegando emprestado o da vizinha e da parte de Flavio só o que recebia eram dores de cabeça, presentes? coisas tao ridículas que pareciam terem sido achados em um lixao, uma vez este deu a Will uma camisa de mangas(estilo que Will sempre odiou)branca e de botoes até o pescoço, Will nunca disfarçava nada, na verdade ate´hoje é assim, é de uma sinceridade de assustar qualquer um, mas Flavio parecia chateado só de primeiro instante, logo depois parecia nada ter acontecido.
Will recorda-se com grande arrependimento de quando presenteou o namorado com um urso de pelúcia carísssimo, hoje em dia teria utilizado o dinherio para algo muito mais gratificante, "aguas passadas nao movem moinhos", ja dizia o velho ditado.

Fui enganado.

O diário de Will- Parte 29

Depois de um mes de namoro Will observou que a voz de Flavio ganhava uma outra entonação, nao era mais aquela voz abafada e firme, começava a se tornar fina, chata e aos poucos afeminada, o andado tambem mudou, nao era mais aquele andar torto, balançante de certos garotos, andava de uma forma que me privarei de descreve-la mas o leitor nao terá dificuldades em imaginar um andado que venha coincidir com o verdadeiro.
Dois meses depois podia-se ver uma bichinha.
Que ódio ! Pensava Will.
Como é que pode alguem fingir uma personalidade desta forma?!
_ Flavio, por que no inicio do namoro voce era de um jeito e hoje voce é totalmente diferente?
_ Oras, agi daquele jeito até ter seu carinho e confiança, agora que consegui voltarei a ser o que sou.
Enganado ! agora estava namorando um kara com quem tinha vergonha de sair na rua porque só de ambaos estarem juntos a turba ja iria apontar
_ Lá se vai um casalzinho gay.
Era tudo o que Will menos queria, mas nao queria terminar o namoro.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Curtiço

O diário de Will- Parte 28



O curtiço onde Flavio morava tinha moradores de personalidades bem distintas e outras nem tanto.
Dadá era lésbica, branca de cabelos ruivos e encaracolados, algumas sardas e corpo nao muito chamativo, na verdade tinha um corpo meio que disforme, olhos castanhos e caídos, gari, ralava muito, era de uma simplicidade incrível, muito amiga de Flavio, Will sabia que daquela ali nunca ouviria nada que viesse delatar o amigo.
Simone era outra lésbica, baixinha e bem gorda, Will custava a crer que aquela ali conseguisse alguma coisa com quem quer que fosse, mas por mais incrivel que parecesse ela conseguia.
Soares era um senhor que aparentava ter 45 anos, era baixinho e muito barrigudo, Will sangrava os ouvidos quando dormia com Flavio, o barraco de Soares ficava em frente ao do Flavio, e este ouvia musicas que nao agradavam em nada Will, o pior de tudo é que Soares dormia com som ligado em volume altíssimo, um inferno para o Will que até hoje nao dorme nem com claridade e nem com barulho.
Deise era uma garota, por assim dizer, morava só, e até hoje Will desconfia da forma como esta se mantinha.Tinha um namorado violento que ela o adorava e apesar de ficar com varios outros sempre acabava voltando para o seu brutamontes.
Os outros moradores eram todos reservados dentro do seu cubo, mas nao silenciosos.
Will hoje em dia se pergunta como pôde suportar aquilo tudo, provavelmente pelo fato de ser seu primeiro namoro, cometeu muitos erros que jamais repetiu nos seus relacionamentos posteriores.

O primeiro namoro gay

O diário de Will- Parte 27

Depois das sacanagens entre Will e Eros, os dois caminhavam para cada um tomar seu rumo, só que Eros abraçou Will e segui a conversar.
_Quero namorar voce Will, quer namorar comigo?
_ Namorar?! acabamos de nos conhecer !
_ E qual o problema nisto? Gostei muito de voce.
Will olhava para aquele kara lindo pedindo-o em namoro e como nao gostava de galinhagem, resolveu arriscar.
_ Entao ta bem, mas sei que nao vai ligar pra mim amanha. Anota meu numero.
_ To sem celular.
_ Nao falei ! nem celular nao tem ! qual o cristao que nao tem celular hoje em dia?
_ Vamos até minha casa entao, la anoto seu numero e assim voce ja fica sabendo onde moro.
Will neste momento acreditou nas palavras de Eros.
Poxa, o kara quer me levar na casa dele, deve estar falando sério entao.
Chegaram no lote, um lote com pequenos casebres de um lado e de outro do lote formando apenas um corredor muito estreito no meio, caminharam até o final dele, o cubículo de Eros era o ultimo.
_ Se vamos mesmo namorar tenho que te confessar que meu nome nao é Eros, meu nome é Flavio.
_ Poquer mentiu seu nome?
_ Gosto mais de Eros e como nao achei que fosse querer nada sério com voce eu o usei.
_ Sem problemas, pra mim tudo bem.
_ O que voce faz? com o que trabalha?
_ Sou cabeleleiro. Respondeu Flavio.
Will estranhou muito um cabeleleiro tao bonito e masculo, os que ele conhecia eram todos afeminados, mas nao ficou pensando muito no assunto.
Uma outra coisa que causava um pouco de estranheza em Will era o sorriso de Flávio, parecia um sorriso meio que maquiavélico com um ar de quem esconde alguma coisa, mas tambem nao ligou, preferiu olhar apenas para a beleza do rapaz.
Na mesma semana marcaram de sair, Will recorda-se da pizzaria onde foram, la tirou uma foto de Flavio que mais parecia um modelo, nao acreditava que tinha conseguido um kara tao bonito, apesar de nao se sentir feio, Will sabia tambem que nao era tao bonito assim para conquistar um kara como Flavio, alguma coisa parecia errada.
No decorrer das semanas Will sempre ia ao cubículo encontrar-se com Flavio, saía da faculdade e passava no barraco do amante, era o seu primeiro namoro gay, parecia tudo bem, mas as desconfianças de Will estavam perto de se concretizarem, alguma coisa estava errada.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Desisto !

O diário de Will- parte 26

Will ja estava cheio de ficar confessando, pedindo perdao, cumprindo tempo de "penitencia" pra depois voltar a repetir o erro, resolveu nao ir mais á igreja e passar pelas mesmas vergonhas de antes, resolveu entregar-se á vida que insistia em persegui-lo.
Os contatos dos amigos da igreja perguntando pela sua ausencia foram muito poucos, nem estranhou, ja sabia como girava esta roda.
A partir daí nao procurava fugir das investidas e nem se intimidava em investir em alguem tambem, mas apesar desta nova fase nao encontrava mais oportunidades como as que antes batiam em sua porta.
Um dia quando Will voltava de mais uma caminhada cruzou por um rapaz que Will achou lindo, lindo como nem um outro visto por ele, cabelos negros, rosto de modelo, olhar caído como Will adorava, pele muito alva e um físico tambem atraente, este passou por Will e o encarou até fazer corar, quando Will virou-se viu que o rapaz estava sentado na parada de onibus esperando por ele, mais uma vez as pernas de Will tremiam mas estava disposto a deixar esta tremedeira para traz, foi entao ao encontro do rapaz.
- Oi, meu nome é Eros.
Will achou lindo o nome, forte, diferente, adorou.
- O meu é Will.
- Gostei de você Will, vc é muito interessante.
Este termo "interessante" é muito usado no meio de karas que se conhecem, nao sei voce que esta lendo este post mas comigo aconteceu diversas vezes.
- Vamos para um lugar mais reservado Will?
- Vamos sim, mas se voce for um ladrao ja vou avisando que nao trago nada que possa ser roubado!
Eros levantou a camisa mostrando seu físico.
- Fica tranquilo, nao sou nenhum marginal.
Nao tinham opção se nao ir a um matagal que ficava ao lado da ciclovia, foi ali mesmo que realizaram suas fantasias.
Muita gente estranha quando relato as facilidades do relacionamento homossexual, da paquera quero dizer, enquanto em um relacionamento hetero o rapaz lança suas cantadas, seu cortejo e tudo mais pra pegar telefone, ficar semanas ligando pra depois marcarem um encontro, a garota ficar enrolando se fazendo de santa, enrola, enrola, enrola até liberar o primeiro beijo, depois o rapaz (um Dalai Lama, no sentido de paciencia) tem que ir na casa da garota enfrentar os pais pelo pedido de um namoro, se os pais concordarem la se vao mais dias, semanas, meses e até mesmo anos até a garota liberar sua caixinha de cabelo, isto se o kara aguentar, alguns sao heróis, mas a grande maioria desiste e vai atraz de uma mais fácil, mas ate´mesmo com esta mais facil ele vai levar um certo tempo.
No caso dos homossexuais é da seguinte forma: Um kara cruza pelo outro, eles se olham, um volta e o outro espera, quando se encontram:
- Gostei de vc, tem um lugar para irmos?
- Tem tal lugar.
Chegando la eles se beijam e ja fazem suas aventuras sexuais ali mesmo, sem pudores nem nada de rogações. Se gostarem voltaram a repetir, se nao, cada um pro seu lado e a vida continua.
Mas enfim, relatei só para entenderem melhor a facilidade das paqueras gays.
A continuidade da historia vem a seguir.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Queda e vergonha

O diário de Will- Parte 25

Will tinha seus problemas e decepções como todos mas estava feliz por estar muito bem na igreja. Haveria troca de regentes do grupo de jovens e a líder fez um comentario dando idéia de que ele seria o novo regente, ele nao via a hora disto acontecer, sonhava com isto a muito tempo, sempre gostou de cantar e estar envolvido nos trabalhos de louvor, gostava muito de louvar apesar de nao ter muita oportunidade ja que congregava em uma igreja sede e com muitos membros.
Will procura sempre fazer alguma atividade física, ja pedalava para ir e voltar do trabalho e gostava de correr tambem nos finais de tarde no periodo de férias da faculdade e tambem nos fins de semana. Em um fim de semana quando Will estava voltando pra casa depois de ter feito sua caminhada, um homem com aparencia de uns 50 anos meio que atlético que usava óculos de grau e que Will ja o havia visto antes começou a encará-lo, as pernas de Will tremeram mais que vara verde, uma excitação gigante tomou conta do seu corpo, algo que ele nao conseguiu controlar de forma alguma. O kara andou para um lugar afastado atraz de umas árvores e Will o seguiu, nao sabia o que iria acontecer mas a curiosidade ja havia tomado conta de cada parte do seu corpo, seu pau estava mais duro que mármore revelando um volume em sua bermuda.
Quando Will chegou perto do homen no escuro, este ja foi logo pegando no seu pau e sem se fazer de rogado ajoelhou desabotoou a bermuda, pôs o membro para fora e começou a chupar, chupou de uma forma como nunca ninguem o havia feito, Will nao pensava em nada, nem se poderiam ser vistos naquela cena, gozou dentro da boca do homem que comentou mas sem parecer estar chateado, o homen enchugou a boca e saiu. Will nunca tinha feito nada parecido, deixou um estranho tocá-lo, chupa-lo, sentiu um vazio enorme e medo tambem, ficou achando que havia contraído alguma doença, nao sei por que pensava assim, mas foi o que passou em sua cabeça, correu como nunca, correu tao rapido que faltava-lhe folego, chegou em casa e foi direto para o banho, lavou tanto o membro que pareceu ficar dormente de tanto esfrega-esfrega.
Depois disto veio o pensamento do qual nao poderia excluir de sua mente: a confissao.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Chorando nas madrugadas.

O diário de Will- Parte 24

Tudo corria muito bem na vida congregacional de Will, participava dos trabalhos e estava envolvido em muita coisa da igreja, evangelizava nas madrugadas com um grupo pequeno de irmaos, tornou-se tesoureiro do grupo de adolescentes, trabalho este que lhe dava muita alegria. Estava tambem muito cheio do Espírito Santo, vivia fervorosamente, mas só ele sabia o que se passava dentro de sua mente, só ele e Deus sabia das suas preces nas madrugadas de oração que ele tinha na companhia do seu amigo Marquinhos, só Deus sabia o motivo de suas lágrimas de sangue, do seu sofrimento, da sua angústia. Quando dobrava os joelhos logo começava a chorar copiosamente, pedia a Deus que tirasse aquele que era seu pior opróbio, nao que Will estivesse fazendo algo, pecando, nao, mas ele sentia dentro de si o desejo por homens, ele sabia ser muito errado e abominador, apesar de nao ceder, o desejo o deixava em uma tormenta enorme.
Will sempre fazia campanhas de oração, só ele e seu amigo Marquinhos, como ja foi dito, os dois se uniam na propria igreja no começo da madrugada para orar, tinham acesso porque os porteiros eram seus amigos, eram nestas orações que Will derramava suas tristes lágrimas, muitas delas pelo motivo ja citado, e outras clamando por muitos.
Apesar de toda esta aflição, saía das orações confortado e refrigerado na alma, era um momento em que ele lançava de si todo o peso que carregava, até hoje ele sente falta daquelas oraçoes.

Flertando apenas

O diário de Will- Parte 23

Através da amizade com seu amigo Edson, Will ficou conhecendo Joice que era irmã da esposa do Edson, Will a achou bonita, apesar da moça ser um pouco fora do peso, fato este que de longe ja desinteressava Will, ele começou entao a flertar com a moça, se encontraram algumas vezes na casa do Edson e até "ficaram" uma vez, mas Will sabia que tratava-se apenas de uma tentativa de mudar o rumo de sua vida, nao havia muito interesse por Joice nem por nenhuma outra moça, e olha que na igreja em que ele frequentava haviam muitas! Will nao podia ver um rapaz bonito que seu olhar o seguia até perder de vista, nao sentia nada ao ficar olhando para uma mulher, na verdade ele nunca o fazia, tratando-se de homens, sentia um tesão enorme ao admirar uma bunda masculina, tronco, braços, enfim sentia-se muito atraído pelo mesmo sexo, mas sem ceder a nenhuma investida, logo, quando Will percebia que algum karinha o encarava, desviava o olhar e seguia seu caminho.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Amigos

O diário de Will- Parte 22



Will estava firme na igreja, participava de todos os trabalhos e ia em cultos de orações e tudo mais que aparecia, estava muito bem consigo e com os seus amigos de igreja.

Fez grandes amizades que ele guarda até hoje com muito carinho no coração.

Maquinhos era o mais fervoroso de todos, uma humildade incomparável e um coração gigante, passava por muitos problemas familiares, sua avó tem crises de esquizofrenia e ele é quem cuida dela(digo esquizofrenia porque se eu disser que sao ataques de demônios nao vao acreditar). Lembro dele relatar uma ocasião em que ela quis ataca-lo com uma faca, fiquei muito consternado com a história, Maquinhos é do tipo de pessoa que nao deveria sofrer nunca na vida e por ironia do destino é o que mais acontecia com ele, tinha sempre o seblante triste e abatido, ja chorei muito a Deus pedindo que resolvesse seus problemas, nao aguentava ve-lo triste. É um rapaz muito amável que transmite muita paz, Will o tem como um irmão e nem se importa de nao ter sido avisado do seu noivado, os motivos posteriormente serão relatados. Acho que a única coisa que nao é tao facil no Marquinhos é fato dele só falar de igreja, de coisas da bíblia e referentes á religiao, é só o que voce vai ouvir se conversar com ele, mas nao é difícil de entender, ele é realmente um jovem de Deus.

Meu segundo grande amigo se chama Joao, um kara muito inteligente e companheiro, nao vou poder falar muita coisa dele porque apesar de sermos grandes amigos nao vivenciamos muita coisa juntos. Tenho só um fato que gostaria de compartilhar.

Ja eramos amigos a algum tempo, conversavamos sobre muitas coisas e nada do passado, certo dia quando fomos falar de coisas do tempo de adolescencia descobrimos que voramos no mesmo lugar e ficamos com a mesma menina, rimos horrores, sinto saudades do Joao.

Meu terceiro "amigo" (entre aspas porque no período em que escrevia este post fiquei sabendo horrores que o Edson falou ao meu respeito) falarei sobre ele mas a frente.

Sinto saudade dos tempos em que os quatro estavam sempre juntos, saudade de tempos que nao voltarão nunca mais.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Caminhos diferentes

O diário de Will- Parte 21

Como prometera, Mauro nao ia mais á igreja, Will continuou firme em seu propósito.
Os dois ja nao se viam e tambem nao se falavam, das poucas vezes que se viram, Mauro relatou que estava ficando com um monte de karas, Will apenas o aconselhou. Chegou um ponto em que os dois ja nao se viam e nem se falavam.
Mauro passou em um concurso público em outro estado, foi embora e esta muito bem hoje em dia, mas continua sem contato com Will.
Incrível como as pessoas passam na vida uma das outras, marcam mas se vao.
Will nao sente falta de Mauro, nem lembra do amigo que o introduziu no mundo do qual ele nao consegue mais deixar para traz.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A confissao

O diário de Will- Parte 20


O dois se viam e se amavam todas as noites agora, até a irmã de Will chegar em casa, haviam noites que dormindo juntos nao se importavam se a irma de Will perceberia ou nao.
Tudo parecia muito bom até que a consciência dos dois começou a persegui-los.
Tiveram uma criação evangélica e sabiam o que estavam praticando.
Os dois discutiram muito, Mauro nao queria confessar, mas Will disse que se sentiria bem apenas se contasse a verdade.
Mauro por pressao aceitou.
Will depois do fim de um culto em dia de Domingo procurou o pastor para contar-lhe o acontecido, o pastor ja havia "excluído" os dois achando que se tratara de uma fornicação normal.
- Pastor, pequei, cometi fornicação, mas nao com uma mulher e sim com um homem.
Com um ar muito sereno como se Will nao tivesse dito nada demais, o pastor perguntou se ja havia acontecido antes, Will respondera que nao, entao perguntou com quem havia sido, Will respondeu, logo depois o pastor chamou Mauro pra uma conversa tambem.
Quando os dois ja estavam indo embora, Mauro falou que a conversa havia sido parecida, só que na hora de responder se ja havia acontecido ele respondeu que sim. Will nao imaginava aquilo, depois de tudo esclarecido Mauro confessou que quando chorava desesperado, nao era saudades da mae ou nada do tipo, era por conta desta situação, por querer uma coisa que ele sabia ser errado, porque sabia do grande pecado que ele cometia.
Os dois passaram pela prova que foi-lhes aplicada, venceram.
Nao demorou muito para os dois voltarem a cometer o mesmo erro, ainda caíram e levantaram umas tres ou quatro vezes até que Mauro disse que nao iria mais continuar na igreja, Will disse que ficaria aos trancos e barrancos, começara aí a ruir uma amizade de tantos anos, carinho e cumplicidade.

A queda

O Diário de Will- Parte 19

Certa noite depois do culto na igreja e da pizzaria, fomos para a minha casa, assistimos filmes e ja muito tarde fomos dormir.
Eramos tao unidos que vez ou outra um deitava no colo do outro sem maldades, pareciam irmaos.
Minha irmã dormia no mesmo quarto dividido pelo guarda-roupa, e eu tinha uma bicama, aquelas com outra embutida embaixo, era só puxar e pronto, eu ficava na parte de cima e Mauro na de baixo.
Depois de muito conversarmos, eu passava a mao no seu cabelo fazendo carinho prestes a dormir, sei que apesar de nao ter maldade e de sermos muito amigos, nao precisava de todo este carinho.
Do nada Mauro inclina o corpo e começa a me beijar na boca, eu nao o empurrei, nem lembro o que me passou na cabeça naquele momento, sei que apenas aceitei o o beijo, ele parou e depois beijou novamente, ficou só nisto, nao falamos nada, fomos dormir.
No outro dia levantamos, ele foi embora e eu fui para o meu trabalho.
A noite quando cheguei em casa nao demorou nada e Mauro me ligou dizendo que passaria pra me ver, disse que tudo bem.
Quando Mauro chegou nao disse nada, foi logo me beijando só que de forma diferente, era selvagem e quente, um calor e um tezao nunca sentido por mim antes tomou conta do meu corpo, eu parecia febril mas nao desgrudava da boca de Mauro, nos beijamos por horas, as bocas pareciam que tinham pimenta, ardiam de tanto beijo que trocamos. Continuamos assim durante alguns dias.
O desejo da carne estava muito grande os dois nao estavam mais aguentando.
Um dia quando nao conseguiram controlar os instintos, tiraram a roupa e tiveram sua primeira transa, Will foi passivo e apesar de baixinho, Mauro tinha um pau maior do que o de Will, muito pouca era a diferença, mas tinha. Will penou bastante, doía como era normal para uma pessoa que nunca havia praticado aquele "tipo de coisa."
A química entre os dois era muito forte.
Will entrara agora em um mundo no qual ele nao tinha idéia do que lhe esperava.

Grazi

O diário de Will- Parte 18

Uma jovem nova chega na igreja, magra e bem moreninha, quase negra, Grazi era seu nome, era muito cheia de virtude e era muito humilde tambem. Ela logo faz amizade com Mauro e Will.
Os dois frequentavam sua casa sempre, iam jantar sempre, tinham uma bela amizade, Will de vez em quando a ajudava levando alguma "mistura" para o arroz, nao achava certo comer da humilde despensa de Grazi.
O problema é que Grazi logo se apaixonou por Will e começou a ter ciumes dos dois amigos.
Começou a inventar histórias maldosas sobre os dois e dizer para o Will que tinha visto os dois se casando em seus sonhos, Will ouvia e guardava aquilo, nao sentia nada alem da amizade, e muitos dos seus amigos em comum tentavam jogar Will pra cima de Grazi, nao adiantava, Will nao gostava de Grazi como mulher e sim apenas como amiga.
Depois que souberam das mentiras de Grazi, os dois se separaram dela, nao era o que queriam mas achavam que era preciso.

O amigo 2ª Parte

O diário de Will- Parte 17

Uma coisa que eu sempre achava estranho é que Mauro tinha umas crises de choro do nada, ele sempre dizia que era por saudade da mãe, eu acreditava, mas o seu choro era desesperador, nunca tinha visto ninguem chorar por saudade daquela forma, tinha pena e o aconcelhava, ela chorava por mais um tempo e depois se acalmava.
Mauro me ajudou de muitas formas, com palavras de animo, com sua amizade verdadeira e muitas vezes tambem financeiramente, foi ele quem me emprestou dinheiro para fazer minha circunçizao, era um ótimo companheiro e eu o amava muito, mal sabia eu que aquele amigo seria uma porta para uma mudança nunca imaginada e sem volta.

O amigo

O diário de Will- Parte 16

Nao lembro ao certo como conheci o Mauro, ou quem nos apresentou na igreja, só sei que do nada ja eramos os melhores amigos, incrível como andavamos juntos o tempo todo.
Mauro tambem era paraense assim como eu, só que ao invez do interior do Pará, Mauro era da capital.
Mauro tinha saido de Belém para trabalhar em um loja de informatica que pertencia a um tio seu, inteligente como era aprendeu tudo muito rápido e logo era um dos melhores e mais dedicados funcionarios do tio. Mauro era branco, mais baixo que eu, tinha um nariz avantajado e um sorriso bonito, tinha o andar muito engraçado e nao era muito sociável, mas era muito amavel. Tinha uma cicatriz na cabeça em virtude de um acidente quando ainda era criança, caiu com a cabeça em cima de uma enxada no quintal.
Mauro e eu depois do trabalho sempre nos encontravamos na igreja e depois da igreja era sagrado ele passar na minha casa e só sair de la muito tarde, conversavamos, assistiamos filmes, jogavamos alguma coisa e assim o tempo passava muito rápido, nos fins de semana era sagrado sairem da igreja e passar na pizzaria na qual sua amiga era gerente. Os dois davam-se muito bem, com algumas brigas de amigos de vez em quando, mas isto faz parte de toda a relação.
Os dois se divertiam e entravam em apuros juntos. Certa vez, quando os dois haviam saído da pizzaria muito tarde ja, foram para a parada de onibus, Will sempre acompanhava o amigo até a parada para pegar o onibus, ja que ele morava perto da pizzaria e o amigo nao. Quando estavam quietos viram um monte de jovens chegarem na parada juntos, derrepente varios jovens começaram a bater em um que havia chegado antes da turma.
- Fala quem é filhinho de papai agora fala !!
gritavam os jovens.
Will e Mauro se distanciaram e sem pensar em nada Will pegou o celular e ligou para a PM, por falta de sorte, alguns dos jovens o viram ligando e gritaram:
- Peguem aqueles dois caguetes ali !
e começaram a correr atraz dos dois.
Mauro e Will correram tanto que nem acreditaram.
Logo chegaram na casa de Will sem serem alcançados.
O problema é que nao contei a vocês que Mauro sofria de asma e Will tinha crise nervosa.
Quando chegaram em casa e sentaram no sofá, Mauro começou a ficar sem ar e ter uma crise, Will que era para ajuda-lo ao ve-lo passar mal pela asma teve um ataque nervoso, o coitado do Mauro teve que achar ar de onde nao tinha para melhorar e ajudar o amigo, foi uma cena muito engraçada depois que lembrada e nao vivenciada.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Taguatinga

O diário de Will- Parte 15

Finalmente Will começa a morar com a irma, nao via como nao da certo, sempre se deu muito bem com sua irma, na verdade era a irma com quem mais ele se identificava.
Ela depois de morar com sua tia, morou com algumas amigas e com todas as parceiras com quem morou nao se deu bem.
Will estava feliz, iria agora para uma cidade maior, com uma igreja imensa e muito bonita, estava decidido a mudar de vida.
Alugaram um barraco de fundo(assim chamam pequenas casas de aluguel em Bsb, mesmo que de alvenaria), haviam mais dois barracos no lote sem contar com a casa da frente.
Em um morava um rapaz solteiro e muito quieto, no outro um professor decadente que tinha um carro mais antigo do que. . . do que . . . ha sabe la o que, era tao antigo que nao me lembro de nada com o que comparar.
O barraquinho dos irmaos ficava um meio metro abaixo do nível do lote, era pequena mas dava para os irmaos se virarem.
Neste periodo de adaptaçao, Will foi acometido de pensamentos imundos, coisas que vinham do mais profundo inferno, e isto tirou a sua paz, ele achava que iria enlouquecer ou tirar a propria vida, coisas que o pertubaram profundamente, nao tinha paz para dormir, chorava rios, lagos, oceanos, de tao profundo que era aquela batalha espiritual, certo dia foi caminhando para a igreja parecendo um zubi, ja havia chorado tanto que seus olhos pareciam duas bolas de fogo, quando chegou na igreja, acharam que ele tinha padecido de algo terrivel, nao contou o que se passava, apenas tratou de dizer que era apenas uma batalha espiritual, foi para um cantinho, dobrou os joelhos e começou a orar copiosamente, enxarcando logo em seguida todo o chao onde estava.
Foi o pior período da vida de Will, nao sabia por que aquilo estava acontecendo com ele, estava a beira da loucura.
Com muita oração e misericórdia do seu Pai Celestial foi que Will passou por tudo isto.
Era feliz agora e tinha amizade com quase todos da igreja.

De saco cheio !

O diário de Will- Parte 14

Will nao quis continuar mais o namoro com nenhuma das duas garotas, estava de saco cheio de tudo, a revolta nao tinha passado.
Terminou primeiro com Claudia, quis terminar com Samara no dia do seu aniversário, mas acharam que seria muita maldade. Terminou no dia seguinte, alegando o fato de que nao daria mais certo o namoro pois ele iria mudar de cidade, iria morar com a irma e isto dificultaria tudo, ela achou estratégias mirabolantes para continuar o namoro, mas Will estava decidido.
Depois disso Will ainda paquerou milhares de garotas, de idades diferentes, físicos diferentes, personalidades diferentes, nao interessava, queria apenas curtir.
Certo dia Will viu que seu penis parecia infeccionado por algo, ficou preoculpado ao extremo e acho que fosse castigo de Deus pela vida de pecado que vinha levando.
Prometeu que se aquilo sumisse, ele voltaria para a igreja. (anos mais tarde ele soube por um urologista que aquilo era normal por consequencia de um excesso de pele no orgao genital).
O certo é que realmente sumiu e Will como prometido voltou para a igreja.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

No onibus

O diário de Will- Parte 13

Will nunca havia sentido atraçao por homens, era muito fechado e nao fez amizade nem com os rapazes da igreja.
Muitos rapazes da rua o chamavam de veado, mesmo tendo namorada, ele guardava tudo e nao dizia nada, nao servia a carapuça.
Uma noite quando Will voltava do trabalho para casa (este dia ele matou aula), um homem ficou parado em pé do seu lado no onibus e começou a riçar seu membro no ombro de Will, ele nao moveu o braço, pelo contrário, deixou e sentiu uma grande excitação tomar conta do seu corpo, achou estranho sentir-se assim, mas nao moveu-se, a nao ser para riçar mais ainda quando o onibus fazia alguma curva ou tremia por causa dos buracos na pista.
Ja estava perto de sua parada e Will continuava de pau duro, pensou que fosse gozar ali mesmo e temeu bastante.
Nao teve jeito, chegou a parada, Will apenas colocou a mochila que trazia na frente do volume na calça, achou constrangedor e suplicou aos céus que ninguem tivesse percebido seu pau em riste.
Desceu e nao ficou pensando no acontecido.

Um rapaz diferente

O diário de Will- Parte 12

Depois do término, Will se mostrou um rapaz bem diferente do que vinha demonstrando ser.
Tambem nao demorou muito muito e ele ja estava com uma namorada nova, Samara era seu nome, uma garota um pouco parecida com Mariane. No intervalo da escola uma garota chegou até Will e lhe entregou um bombom dizendo ter sido mandado por Samara, Will achou interessante a ousadia da garota, mas ja estava acostumado, nunca Will tinha "chegado junto" de uma garota, fosse pra namorar ou ficar, elas sempre o procuravam.
Will foi atraz da moça e pronto, ja eram namorados, todos na escola zombavam, diziam ser bonita demais para o rapaz, de fato era mesmo, Will nunca se via bonito.
Certo dia, quando Will estava no coletivo indo para a escola, uma senhora tocou seu ombro e lhe entregou um recado, ele abriu e leu:
- Gostei muito de vc e gostaria de conhece-lo melhor, se tiveres interesse, olhe para traz.
Will subtamente sem pensar olhou para traz, la estava uma garota branca de cabelos encaracolados, com sardas discretas no rosto. Will gostou, riu e foi sentar-se do lado da garota.
No outro dia ja eram namorados tb.
Will espantava-se consigo mesmo.
- Será que esta faltando homen desta forma? nao sou bonito, nao tenho dinheiro, e tenho duas namoradas !
Samara morava no lado sul da cidade do Gama e Claudia do lado Leste, no onibus ele namorava uma e na escola outra, e acredite se quiser, nos fins de semana ainda ficava com sua amiga Pamela que estava dando mole.
Parecia tudo muito bom, mas Will sentiu repulsa de si mesmo ao falar frases identicas para ambas as garotas.
Neste tempo Will ainda estava fora da igreja.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O término

O diário de Will- Parte 11

Mariane ja namorava com Will ha cinco anos, nestes anos todos terminaram e voltaram no minimo umas vinte vezes, mas achavam que estariam juntos pra sempre, achavam.
Depois de todo este tempo, Mariane começou a cobrar de Will uma posição sobre o namoro, uma posição que Will nao estava pronto pra assumir.
Mariane queria que os dois cazassem ou algo do tipo.
Nesta fase Will andava muito angustiado, sua avó mudaria para uma outra cidade do entorno e ele nao iria mais morar com ela, iria dividir aluguel com a irma, tb nao estava muito feliz no namoro, se achava saturado, cansado, apesar de amar muito a prima.
Mariane percebera o estado em que Will se encontrava e tomou á frente da decisao.
- Nao quero mais te namorar
disse ela categoricamente.
Will nao se importou muito, ja esperava por isto.
Nao demorou um mes e Mariane ja estava com outro kara, alto, forte de olhos claros, é casada com ele até hoje e os dois tem tres filhos lindos, uma menina e dois meninos.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O inesperado

O diário de Will- Parte 10

No outro dia la estava Will na porta da empresa. Agora ele levantava as 50:00 da madrugada, tomava seu banho, arrumava-se e ia para a parada esperar por seu onibus que vinha sempre muito cheio e sem esperanças alguma de um lugar pra sentar.
Will chegava na porta da empresa uma hora antes dos patroes chegarem para abrir, ficava debaixo da marquize do predio, sentindo frio, pegando vento e com sono, mas nao reclamava, afinal, estava empregado.
Isto durou meses.
No primeiro dia Will entendi o por que dos olhares de descrença.
Ha o primeiro dia !
Logo no primeiro dia Will viu surgir na porta da loja um caminhao com peças de vidro temperado enormes, eram enormes, medias, pequenas, tinha peça para todos os gostos, sem exeçao! mas as que fraquejaram as pernas de nosso Will foram as grandes mesmo, grandes e de de grossa espessura, agora Will entendia o olhar dos patroes.
- Este magrelo?! ele é que vai substituir o Negao?!
Negao era o rapaz que Will estava substituindo, mas tarde Will percebera que era apenas apelido, de negao o rapaz nao tinha nada, mas tinha na faixa de 1,85 m e era bem forte.
- Este magrelo?
Will, o magrelo de 1,70 m e 59 kg, ele mesmo !!!!
Will tambem nao acreditava ser capaz de fazer uma proeza daquelas, carregar aquelas peças amedrontadoras.
Na primeira peça ele olhou para Monica, sua parceira de trabalho que era vendedora e esposa do Sinésio.
- Nao dou conta nao !!
Monica olhou para ele com um olhar tao desprezivel que fez o coitado arrepiar, mas no final das contas foi bom para ele, num subito de coragem sabe la de onde Will arriscou e se deu bem, vencera o medo e foi alem de suas proprias forças, nunca pensou que apenas um olhar fosse capaz de promover uma ação daquelas.
Will odiava descarregar modulados, modulados eram pacotes de vidro de 04 mm de espessura que vinham em pacotes de 10 peças, vinham em todas as medidas e em quantidades absurdas, certa vez Will achou que fosse ficar aleijado, sua coluna estava arrebentada de tanta força que teve que fazer.
Ja nao achava o salario tao maravilhoso.
Depois de tres meses Simone pediu sua carteira para registra-lo, ele nao entendia o por que de ser registrado se era apenas um emprego temporario, e depois de um ano ele tinha a chave da loja, ja nao ficava mais no frio.
Mais de um ano se passou quando o Negao apareceu na loja, ainda estava com os ferros na perna que havia quebrado no acidente de moto.
Foi mandado de volta pra casa.
Certo dia chegou na loja uma senhora humilde de fisionomia pobre, mas que parecia ter uma matraca na boca, era a mae do Negao, ela chegou na loja para pedir ajuda, precisava de um advogado para ajudar a tirar o filho da delegacia.
- Delegacia?!
Todos estavam pasmos, Negao sempre fora um ótimo rapaz, brincalhao, amavel e querido por todos.
Delegacia sim, Negao havia sido acusado de assassinato.
A história era que havia uma gangue no bairro onde ele morava que era rival da gangue do bairro vizinho. Certa noite passava um rapaz evangélico do outro bairro na quadra do Negao, no outro dia o rapaz inocente foi achado morto, e todos diziam ter sido o Negao o assassino, ele o matou com um tiro no rosto, e tudo isto só porque o garoto morava no bairro da gangue vizinha.
Simone com toda a disposição do mundo contratou advogado e até vizitou Negao, Will até foi uma vez com ela.
Negao foi solto graças aos esforços de sua chefe.
Nao demorou muito para outra noticia terrivel a respeito de Negao bater na porta da loja.
Negao fora assassinado, nao com um tiro no rosto, mas seis.
Todos estupefados e sem palavras.
Constatou-se que realmente Negao era o assassino, e o rapaz evangélico fora vingado.
Inesperado, Will que era apenas um substituto agora era o funcionário oficial !

O emprego.

O diário de Will- Parte 9

Will ja chegava aos dezoito anos e nao tinha pensado ainda em trabalho, dormia tarde, acordava tarde, fazia os afazeres na casa da avó, ia para a escola e assim ia indo. Seu avô sempre dizia: Este menino nao vai conseguir trabalhar nunca acordando a esta hora !
Certa vez, sua tia Lena, a mais querida de Will, disse que havia uma oportunidade de emprego para seu irmao Reginaldo, era em uma loja de vidros temperados que ficava ao lado do trabalho dela, o salario era pouco, mas mesmo assim achou que seria uma ótima oportunidade para o irmao que catava latinhas para reciclar.
Quando ouviu do salário, Reginaldo deu um pulo longe, acho muito pouco, o dinheiro com a reciclagem rendia muito mais.
A avó de Will perguntou: Will meu filho, voce nao quer tentar esta oportunidade de emprego nao?
Will temeu, como a vaga nao era pra ele acho quase impossivel conseguir a vaga, mas com os incentivos da tia e da avó resolveu arriscar, o que ele perderia com isto?
Will se arrumou e ja pela tarde foi procurar o lugar informado pela tia, Sudoeste era o nome do lugar, que aliás ele nao tinha a mínima ideia de onde ficava.
Nao teve muita dificuldade em achar a quadra 100 do Sudoeste.
Quem o levou a loja foi o lavador de carros da loja em que sua tia trabalhava, Marcondes era o nome dele.
Will foi levado para conversar com um dos sócios, Sinésio era o nome dele, aparentava seus trinta e acho que realmente os tinha, narigudo, com vóz de timbre alto, mas parecia ser uma boa pessoa, Sinésio olhou para Will dos pés á cabeça, Will sentiu um ar de descrença no olhar de Sinésio, nao entendeu mas tambem nao se preocupou.
- Nao é comigo que vc tem que falar, é com a Simone, ela é quem resolve isto.
La vai Will atraz da tal Simone. Ela o olhou com o mesmo olhar que ja correra o corpo de Will instantes atraz.
Depois das aprasentações, Simone disse que Will poderia começar no outro dia, e que era apenas uma substituição, o rapaz o qual Will estaria substituindo quebrou a perna, ou seja, era um emprego temporário, mas mesmo assim Will aceitou, para ele o salário era ótimo.

A irmã

O diário de Will- Parte 8

Depois de vários anos em Bsb, Will ficou muito feliz em saber que sua irma mais velha chamada Denise estava chegando, ela viria com o intuito de estudar e ter um bom emprego, sonho almejado por todos que buscam Brasilia.
Ela chegou, totalmente diferente da ultima vez que Will a tinha visto, ele deixara no Pará uma irmã magérrima, com todos os ossos aparecendo, nao por passar necessidade, nada disto, apenas nao engordava, e a irma que estava em sua frente estava bem rechonchuda e bem morena, ele foi frio, apesar de ama-la muito, foi frio, talvez a distancia tivesse feito a mudança. Mas este gelo nao durou muito, logo foi quebrado.
Sua irmã conseguiu um emprego em um restaurante onde trabalhava muito, e onde ela tambem comia bastante, cheio de guloseimas de toda especie, Denise nao resistia, começava ali uma batalha enorme contra a balança, batalha esta que dura até hoje.
Denise conheceu um rapaz, Marcelo era seu nome, magro de cabelos dourados e compridos, olhos verdes e uma lábia formidável.
Will no começo até simpatizou com o rapaz, logo quase nao o via, somente nos fins de semana que ia passar com a irmã, sim passar com ela porque ela diferente de Will nao quis morar com a avó, achava o lugar o fim do mundo, odiou, entao foi morar com sua tia Lena, na capital federal. De vez em quando a irmã era quem o visitava, ele sempre gostava, sua namorada é que nao, ja que Will esquecia de todos e só tinha olhos para a irma.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A morte

O diário de Will- Parte 7

Acho que vale apena publicar esta postagem pra talvez despertar um pouco de concientização de algumas pessoas, mas provavelmente leiam e pense apenas: que pena !
Tio Zezão, era assim que o chamavamos, alto morena, cabelo curto, grandes labio, o sangue dos negros corria em suas veias.
Tio Zezão na década de 1980 podia ser considerado rico, tinha sua propria oficina, tinha seus funcionarios e tinha um bom lucro com seu ofício. Lembro-me muito bem das festas de aniversario de suas filhas, cheios de pompa.
Na década de 1990 estava em brasilia morando com a familia que agora alem das duas meninas Deise e Kelly tinha tambem um irmaozinho, David é seu nome.
Graças ao vicio da bebida que se tornava cada vez mais forte Zezão ja nao tinha mais empresa, era funcionario de uma oficina qualquer.
Suas bebedeiras eram tao constantes, mas tao constantes que raramente o viamos sóbrio, eu nem me lembro da forma que ele era quando estava sóbrio. Me recordo da sua cara torta babanbo, esbravejando e querendo bater na tia Ines e nas meninas. Muitas e muitas vezes as meninas iam atraz dele em bares suplicando que o pai voltasse pra casa e parece de beber naquele dia, pedido negado sempre. Quando ele voltava pra casa tirava apenas um cochilo e novamente voltava para o bar.
Zezão chegou a um ponto que nem trabalhar ele estava indo mais.
Tia Ines ja nao queria saber do marido e nao muito longe destes acontecimentos, os dois se separaram.
Ela o mandou pra casa da mae no setor O e ficou com os filhos sozinha em casa, podia contar com a ajuda de sua mae que morava do lado.
Agora só via os filhos vez ou outra.
Morou com a mae pouco tempo, ela nao aguentou o vicio do filho e o espulsou de casa.
Morando sozinho, sem esposa, filhos, sem irmaos e sem até mesmo a propria mae, Tio Zezão da cabo da propria vida em um quarto pequeno, fétido e solitario de tudo e de todos.

Mudança de personalidade

O diário de Will Parte-6

A vida do nosso ja adolescente Will continuava sem grandes acontecimentos como sempre foi.
Morando com sua avó e rodeado de tios que davam muito trabalho (e pra ser franco continuam dando muito até hoje) e de primos cheios de frescuras, com o passar do tempo Will viu que seria impossivel sobreviver sem uma mudança de personalidade.
Quase todos o humilhavam muito e o destratavam, talvez pelo fato de nao ter ninguem por ele.
Certa vez o esposo de sua tia Ines quando estava em mais um de seus momentos de embriagues quis acerta-lo com um tijolo na cabeça, ele nem se mexeu !
Seu tio Raimundo vivia enchendo sua paciencia e a de todos pois passava dia e noite brigando com a esposa.
Aquele garoto timido, "bicho do mato" foi aos poucos ficando de lado, nao que Will tenha se tornado um rapaz cruel sem humildade ou coisas do tipo, ele apenas aprendeu a lidar melhor com situações rotineiras e revoltantes.
Agora quem le ditava uma letra do alfabeto escutava todas as letras.
Ele lembra de certa vez mandar justamente este seu tio Raimundo tomar no cú !! ele mereceu com certeza.
Daí pra frente pronto, Will procurava nao baixar mais a guarda, mas continuava a ser o kara sensivel, carinhoso, amoroso e legal de sempre.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Namoro e Igreja

O diário de Will- Parte 5


Will gostava muito de Mariane, fazia seus afazeres e passava o restante do dia na casa de suas primas.
Todos estudavam na mesma escola, porem em horários diferentes.
As vezes Will ia assistir tv até muito tarde da noite, seu Tio Etevaldo nunca se importou ou se preoculpou em deixar os dois sozinhos, bom para eles que mais namoravam que assistiam.
Certa noite os dois foram dormir na casa de uma tia que ficava do lado da casa de sua avó.
Will era virgem e sua prima jurava ser tambem. Will tinha suas duvidas por causa de boatos antigos entre Mariane e um rapaz galanteador. Mas fingia acreditar. Will tambem era muito tímido e quieto, nao se dava aos fogos da juventude, nao tinha malícia, Mariane foi que um vez pediu que ele a tocasse enquanto a beijava. Will achava falta de respeito e consideração, mas aceitou a ordem da namorada. Mas voltando a noite na casa da tia. Os dois aproveitaram que todos ja dormiam e resolveram que aquela era a hora dos dois fundirem-se em um só.
Will lembra-se dos seios de sua prima, pequenos, redondos, ele os amou assim que os viu, o corpo de sua prima branco, parecia um fatasma no meio da penumbra. Mariane estava menstruada, mas nao foi impencílio algum para os dois.
Will nao podia dizer que a tranza foi boa pois ele era inexperiente, alem disso doeu muito, ele tinha um penis com um certo excesso de pele o que lhe causava grande desconforto.
Mas finalmente !!! Will perdera a virgindade.
Depois disto os dois deixaram a igreja de lado, estavam fornicando e isto ia contra os princípios da igreja.
Era lamentavel, mas nao poderiam estar gozando dos prazeres da carne e louvando a Deus.

Em um novo lugar

O diário de Will-Parte 4

O garoto senti muito a partida de sua casa, sofreu lembrando do rosto de sua mãe chorando,
ele chorava copiosamente ao lembra-se dos irmaos tb, mas era o que ele havia escolhido e apesar do sofrimento nao havia arrependimento, até entao.
Finalmente ele chega no DF, a casa de sua avó é grande, porem muito humilde, no mesmo lote haviam mais três barracos nos quais moravam seus tios e suas esposas.
O que distraia o garoto eram suas primas, ajudavam a passar o tempo e a esquecer a saudade.
Se o garoto achou que tudo seria muito simples ele se enganou.
Na casa de seus avós ele fazia de tudo, lavava louças, limpava casa, lavava roupa e outras atividades de donas de casa, como seus avós ja estavam velhos coube ao garoto realizar as tarefas.
Ele nao se importava com os afazeres, era um "bicho do mato" e era muito submisso a todos, por conta desta submissao muitos dos seus tios o humilhavam e ele como era oprimido pelo pai, acatava, o que mais poderia se esperar de um garoto?
Sua vida era muito pacata, alem da amizade das primas nao podia contar com muita gente nao, era evangélico de uma igreja protestante muito rígida e nao se introsava com os "irmaos".
Talvez pelo contato com suas primas começou a se interessar por uma de suas primas, Mariane, branca como que feita de algodão, cabelos negros, dentes tortos, provavelmente descuidado do seu pai, ja que havia se separado quando ela e sua irma Maiara eram muito novas, mas mesmo assim nao tinha sua beleza abalada.
Começaram a namorar quando o garoto ja estava na adolescencia, treze anos ela quinze.

quarta-feira, 10 de março de 2010

A partida

O diário de Will- Parte 3

Cansado do tratamento sem afeto e cumplicidade do pai, o garoto espera por uma oportunidade de deixar para traz tudo aquilo.
A oportunidade chega.
Sua vó chega de surpresa no humilde barraco de madeira velha.
Era uma viagem longo do estado do Distrito federal até o Sudeste do estado do Pará.
O garoto de momento só sentia alegria de estar ao lado daquela que ja o havia criado por alguns anos, sem se dar conta da grande oportunidade que aparecera.
Perto do dia de regresso ao DF o garoto finalmente caiu na real, viu a oportunidade bater em sua porta.
Logo insistiu para ser levado embora daquela casa. Ele amava muito sua mae e irmaos, mas a vontade de se ver livre do pai falava mais alto. Ele insistiu até os avós concordarem e os pais consentirem.
O garoto pensou ter sido um alivio para o pai, sua mãe leva-lo embora.
Dia da partida. Era manhã, o garoto bem acordado e levando apenas uma pequena mochila caminha em direçao á porta, ele havia se despedido de seu irmao mais novo, e de sua irmã mais velha que chorava copiosamente, a mais nova estava na escola, nao despediu-se.
Mas a imagem mais marcante na memoria deste garoto foi quando ele caminhava na estrada de chão olhando para traz e vendo sua mãe debruçada na cerca de madeira chorando copiosamente, vendo o filho partir para longe de suas asas.

O pai.

O diário de Will- Parte 2

Outra coisa muito marcante na vida do garoto era a rejeição do pai.
Por que ele era sempre tratado com tanta indiferença pelo pai?
por que o tratamento era diferente dos outros tres irmaos?
Por que ele ouvia tantos insultos e recebia tamanha falta de amor?
O que o garoto fez para merecer aquilo tudo?
Qual havia sido seu pecado?
Ele é apenas um garoto !!
O garoto cresce ouvindo a frase: "Este muleque nao é meu filho !"
Esta falta de pai, este desamor e indiferença cria no coração do garoto uma
magoa gigante que o acompanhará pelo resto de sua vida.

O começo de tudo.

O diário de Will- Parte 1.

Vez ou outra me vem à cabeça aquela imagem, aquele garoto inocente sendo levado para o meio do mato, ele acha que será mais uma brincadeira, afinal, este espaço de mato um pouco denso fica ao lado de sua casa, hj em dia ele acha que aquela cena mudou completamente sua vida.
O rapaz que o conduzia levava consigo apenas um pedaço de pano.
O que aconteceu ao certo,o garoto, hoje em dia ja um homem nao lembra mais, a unica lembrança que ele tem é de estar de joelhos chupando o pau do jovem que o levou para o desconhecido.